3 Setembro 2011, Carta Maior http://www.cartamaior.com.br (Brasil)
Baby Siqueira Abrão
Israel admitiu ter usado fósforo branco em 2006, contra o Líbano, e em 2008-2009, em Gaza. O problema é ainda mais grave porque vários metais muito tóxicos foram acrescentados às bombas de fósforo branco. Além de ferir, mutilar e matar pessoas no momento em que são aspirados ou tocam a pele, esses metais produzem mutações genéticas.
Data: 26/08/2011
A nova investida do governo israelense na Faixa de Gaza levanta algumas questões muito importantes. A primeira é o ataque a alvos civis, segundo documentou o Centro de Direitos Humanos Al-Mezan, de Gaza. Mísseis foram atirados diretamente sobre transeuntes e motoristas, matando-os e matando quem estava por perto. “Trata-se de execução sumária”, protestou o Al-Mezan. Casas, armazéns, plantações, sedes de ONGs e até uma estação de saneamento foram parcial ou totalmente destruídas.
Dessa vez, o primeiro ministro de Israel, Benjamin Netanyhau, foi obrigado a reconhecer que suas forças armadas tinham passado do limite ao recomendar “ataques cirúrgicos” a alvos “militares”. Ele se referia a residências de líderes e campos de treinamento das brigadas palestinas que costumam lançar foguetes Qassam, de fabricação caseira, no sul de Israel. Se até Netanyhau, conhecido pelas posições extremistas e as soluções de força, fez esse tipo de indicação, imagine-se o caos em que se encontra a faixa costeira palestina.
A segunda questão diz respeito às substâncias químicas com que Israel fabrica bombas e mísseis atirados contra a população palestina.
Recentemente, líderes do comitê de luta popular de Al-Wallajah, vila de refugiados próxima a Belém, denunciaram o uso de um tipo de arma desconhecido, de cor preta e tamanho menor do que os cânisters comumente utilizados pelo exército sionista, que liberou um gás muito forte. Esses mesmos líderes viram os soldados israelenses pegarem os cilindros protegidos com luvas grossas e papelão. “É óbvio que eles não quiseram deixar nenhum cânister no terreno, para evitar que descobríssemos que substâncias havia ali dentro”, afirmou Mazin Qumsieh, ativista de direitos humanos e professor da Universidade de Belém.
No primeiro dia de 2011, elementos químicos desconhecidos misturados ao gás pimenta mataram Jawaher Abu Rahmah, 35, pacifista da vila de Bil’in, a 17 quilômetros de Ramallah, na Cisjordânia. Ela sofreu asfixia, ficou inconsciente e foi levada ao hospital, onde faleceu. Médicos que a atenderam desconfiaram de que, pelo conjunto de sintomas que Jawaher apresentou, e pela devastação orgânica causada pelo gás, possivelmente havia fósforo branco misturado a ele. O fósforo branco causa queimaduras profundas dentro e fora do corpo, e pode matar ao ser inalado. Seu poder tóxico e letal levou à proibição de seu uso pelas Convenções de Genebra.
Em 15 de maio deste ano, dia em que os palestinos rememoram a Nakba (catástrofe) – processo em que seu território foi tomado pelos sionistas de maneira violenta, por grupos paramilitares como Irgun e Stern –, os médicos do hospital de Ramallah alertaram para efeitos desconhecidos em ativistas atingidos por bombas de gás pimenta. Houve tontura, sangramento, confusão mental e paralisia temporária. Menos de uma semana depois eu mesma experimentei sintomas parecidos. Quando os soldados começaram a atirar bombas em nossa direção, na manifestação semanal de Bil’in, identifiquei um cheiro diferente, muito mais forte do que o gás costumeiro, e de imediato senti a cabeça pesar. Durante uma semana tive tonturas, cambaleei e fui tomada por um sono intenso, que me fazia dormir dias inteiros. Alertei outros manifestantes, e então soube que alguns – os mais expostos ao gás, como eu – haviam sofrido sintomas semelhantes aos meus.
Israel admitiu ter usado fósforo branco em 2006, contra o Líbano, e em 2008-2009, em Gaza. O problema é ainda mais grave porque vários metais muito tóxicos foram acrescentados às bombas de fósforo branco. Além de ferir, mutilar e matar pessoas no momento em que são aspirados ou tocam a pele, esses metais produzem mutações genéticas. Mais: ao contaminar o solo, o ar, a água e as construções, eles têm efeitos, a médio e longo prazos, ainda não estabelecidos. E sua mistura pode potencializar os danos.
Um dos metais utilizados é o urânio, radioativo, utilizado em usinas nucleares e na produção de bombas atômicas. Sua vida útil é de cerca de 4,5 bilhões de anos (urânio 238) e aproximadamente 700 milhões de anos (urânio 235).
Em Gaza, tecidos retirados de ferimentos das vítimas foram analisados e os resultados, divulgados em 11 de maio de 2010 pelo New Weapons Committee (NWRG), grupo de pesquisadores, acadêmicos e profissionais de mídia que estuda os efeitos das novas tecnologias de guerra. A mídia corporativa, como é de praxe, não noticiou. Com exceção de especialistas e pesquisadores, poucas pessoas souberam da existência dessa pesquisa e de seus resultados.
A nova investida de Israel em Gaza foi analisada por especialistas da NWRG com base em imagens de feridos transmitidas por uma estação de TV de Gaza em 19 de agosto de 2011. “Parece que estamos vendo as mesmas armas usadas em 2008”, concluíram os especialistas. Veja também: http://youtu.be/F9Oeo54lmtc (mas atenção: contém imagens fortes).
Leia, a seguir, a tradução do release do MWRG, feita por mim quando de seu lançamento. É aterrador. O original em inglês pode ser encontrado em http://www.newweapons.org/?q=node/113 e em http://www.newweapons.org/files/20100511pressrelease_eng.pdf. Os destaques são nossos.
“Metais tóxicos e cancerígenos, capazes de produzir mutações genéticas, foram encontrados nos tecidos dos feridos em Gaza durante as operações militares israelenses de 2006 e 2009. A pesquisa foi realizada em ferimentos provocados por armas que não deixam fragmentos nos corpos das vítimas, uma particularidade apontada pelos médicos em Gaza. Isso mostra que foram utilizadas armas experimentais, cujos efeitos ainda são desconhecidos.
Os pesquisadores compararam 32 elementos presentes nos tecidos utilizando o ICP/MS, um tipo de espectrometria de massa altamente sensível. O trabalho, realizado pelos laboratórios da Universidade Sapienza de Roma (Itália), da Universidade de Chalmers (Suécia) e da Universidade de Beirute (Líbano), foi coordenado pelo New Weapons Research Group (NWRG), comitê independente de cientistas e especialistas na Itália que estuda o uso de armas não convencionais e seus efeitos de médio prazo sobre a população de áreas atingidas por guerras. A presença de substâncias tóxicas e cancerígenas nos metais encontrados nos ferimentos é relevante e indica riscos diretos para os sobreviventes, além da possibilidade de contaminação ambiental.
Biópsias dos tecidos foram feitas pelos médicos do hospital Shifa, da cidade de Gaza, que selecionaram e classificaram os tipos de ferimentos. A pesquisa foi realizada em 16 amostras de tecidos, pertencentes a 13 vítimas. Quatro biópsias foram levadas a efeito em junho de 2006, durante a operação "Chuvas de verão", ao passo que as outras aconteceram na primeira semana de janeiro de 2009, durante a operação "Cast lead".
Todos os tecidos foram devidamente preservados e, em seguida, analisados pelas três universidades, separadamente.
Alguns dos elementos encontrados são cancerígenos (mercúrio, arsênio, cádmio, cromo, níquel e urânio); outros são potencialmente carcinogênicos (cobalto e vanádio); e há também substâncias que contaminam fetos (alumínio, cobre, bário, chumbo e manganês). Os primeiros podem produzir mutações genéticas, os segundos podem ter o mesmo efeito em animais (ainda não há comprovação em seres humanos), os terceiros têm efeitos tóxicos sobre pessoas e podem afetar também o embrião ou o feto em mulheres grávidas. Todos os metais, encontrados em quantidades elevadas, têm efeitos patogênicos em humanos, danificando os órgãos respiratórios, o rim, a pele, o desenvolvimento e as funções sexuais e neurológicas.
Paola Manduca, porta-voz do New Weapons Research Group, professora e pesquisadora de genética da Universidade de Gênova, comentou: ‘Ninguém ainda realizara análises bióticas em amostras de tecido de feridas. Concentramos nossos estudos nos ferimentos provocados por armas que, segundo os médicos de Gaza, não deixam fragmentos. Queríamos verificar a presença de metais na pele e na derme. Suspeitava-se que esses metais estivessem presentes nesse tipo de armas [que não deixam fragmentos], mas isso nunca tinha sido demonstrado. Para nossa surpresa, mesmo as queimaduras provocadas por fósforo branco contêm alta quantidade de metais. Além disso, a presença desses metais nas armas implica que eles se dispersaram no ambiente, em quantidades e com alcance desconhecidos, e foram inalados pelas vítimas e por aqueles que testemunharam os ataques. Portanto, constituem um risco para os sobreviventes e para as pessoas que não foram diretamente atingidas pelo bombardeio’.
A pesquisa segue dois estudos anteriores conduzidos pelo NWRG. O primeiro foi publicado em 17 de dezembro de 2009 e estabeleceu a presença de metais tóxicos em áreas ao redor das crateras provocadas pelo bombardeio israelense na Faixa de Gaza. O último foi publicado em 17 de março de 2010 e apontou a presença de metais tóxicos em amostras de cabelo de crianças palestinas de Gaza. Ambos apontam para a presença de contaminação ambiental, agravada pelas condições de vida naquele território, que propiciam o contato direto com o solo e, muitas vezes, a vida em abrigos expostos ao vento e à poeira, devido à impossibilidade de reconstruir as moradias, imposta pelo bloqueio israelense a Gaza, que impede a entrada de materiais de construção e das ferramentas necessárias para a reconstrução das casas.”
Trata-se de limpeza étnica, sem dúvida, a médio e a longo prazos. Daqui a bilhões de anos Gaza ainda sofrerá os efeitos dessas substâncias. Haverá alguém lá para testemunhar a tragédia?
Atualização:
O médico Ayman Al-Sahbani, do hospital de Shifa, em Gaza, denunciou em 26 de agosto que as armas usadas pelo exército israelense nos ataques dos últimos dias são piores do que as utilizadas na Operação Cast Lead (2008-2009). A denúncia, feita a Julie Webb-Pullman, de Scoop Independent News: "Queremos que o mundo tome conhecimento do que está acontecendo em Gaza. Precisamos saber que armas são essas. Temos aqui [no hospital] vinte crianças com ferimentos que eu nunca tinha visto, nem mesmo na Operação Cast Lead, quando vi pela primeira vez as queimaduras deixadas pelo fósforo branco. As armas de agora são ainda piores, causam queimaduras terríveis, despedaçam pés, pernas, mãos, enchem os corpos com centenas de pequenos pedaços de metal".
(original em http://www.scoop.co.nz/stories/HL1108/S00321/gaza-why-is-the-question-my-son-asks-me-dr-al-sahbani.htm)
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segunda-feira, 5 de setembro de 2011
segunda-feira, 11 de julho de 2011
GIOVEDI’ 14 LUGLIO ASSEMBLEA A ROMA
10 luglio 2011, Freedom Flotilla Italia http://www.freedomflotilla.it – Stay Human
L’EUROPA COMPLICE DELL’ASSEDIO DELLA PALESTINA
Il governo socialista greco, obbedendo agli ordini del governo di Israele, ha impedito alle navi della Freedom Flotilla di salpare verso la Striscia di Gaza assediata, ricorrendo ad una legislazione di guerra e violando tutte le normative europee. Altrettanto, i governi europei hanno consentito alle compagnie aeree di bloccare a terra centinaia di cittadini che volevano raggiungere la Palestina occupata, anche qui obbedendo agli ordini del governo di Israele.
L’Europa si sta rendendo sempre più complice del lento genocidio del popolo palestinese e sta svendendo la propria dignità e la propria civiltà. Israele dimostra di non essere solo un pericolo per i Palestinesi e per il Medio Oriente, ma una minaccia per i nostri diritti e per la nostra democrazia.
GIOVEDI’ 14 LUGLIO, ALLE 18.00,
IN VIA GALILEI N. 57
ASSEMBLEA PUBBLICA CON IL COORDINAMENTO DELLA FREEDOM FLOTILLA ITALIA, INTERVIENE VAURO SENESI.
Freedom Flotilla Italia – Stay Human
----------------------
PER FARE PRESSIONE SUL GOVERNO GRECO
10 luglio 2011, Freedom Flotilla Italia http://www.freedomflotilla.it – Stay Human
Invitiamo tutti coloro che vogliono far pressione attivamente sul governo greco affinchè ritiri il decreto del ministro della difesa che impedisce alle navi della Freedom Flotilla 2 – Stay Human, ancorate nei porti greci, di salpare per Gaza.
Invitiamo tutte e tutti a scrivere all’ambasciata di Grecia in Italia:
gremroma@tin.it
tel. 06-8537551
fax 06-8415927
USA: tutti i recapiti qui:
http://www.greekembassy.org/embassy/content/en/Article.aspx?office=1&folder=29&article=138
PROPONIAMO UN TESTO BASE PER EMAIL E FAX ALL’AMBASCIATA
A S.E. l’Ambasciatore di Grecia in Italia
Molte navi della Freedom Flotilla 2, fra cui l’italiana “Stefano Chiarini”, sono ormeggiate in porti greci, pronte a partire per portare solidarietà ed aiuti umanitari nella Striscia di Gaza assediata. Le autorità del Suo Paese stanno impedendo la partenza delle navi, le quali sono già state oggetto di sabotaggi, presumibilmente da parte di agenti israeliani che operano illegalmente nel Vostro Paese. La nave americana “Audacity of Hope” è stata bloccata poco dopo la partenza dalla Marina del Suo paese, sono state puntate armi contro i passeggeri, gli si è intimato di tornare in porto e il capitano è stato arrestato. Le chiediamo di farsi nostro portavoce presso il Suo governo affinché consenta e faciliti la partenza delle navi della Freedom Flotilla 2, non ostacolando un’iniziativa umanitaria e non violenta, sostenuta da milioni di persone in tutto il mondo. Le chiediamo inoltre di farsi nostro portavoce presso il Suo governo affinché il capitano della “Audacity of Hope” sia immediatamente rilasciato.
Dichiariamo di aver aperto una campagna di boicottaggio al commercio e soprattutto al turismo greco. La campagna proseguirà fino alla partenza dalle coste greche di tutte le navi della Freedom Flotilla 2.
Distinti saluti,
Nome, cognome, professione/incarico e città)
A S.E. Ambassador of Greece in Italy
Many ships of the Freedom Flotilla 2, including the Italian “Stefano Chiarini”, are stucked in Greek ports, ready to go to bring solidarity and humanitarian aid to the besieged Gaza Strip. The authorities of your country are preventing the departure of the ships, which have already been subject of sabotage, presumably by Israeli agents operating illegally in your country. The American ship “Audacity of Hope” was stopped by the greek Navy, weapons have been betting against the passengers, was ordered to return to port and the captain was arrested. We ask you to be our spokesman at your government to allow and facilitate the departure of ships of the Freedom Flotilla 2, not hindering humanitarian and non-violent initiative, backed by millions of people around the world. We also request you to be our spokesman at your government to the captain of the “Audacity of Hope” is immediately released.
We declare that we have opened a campaign to boycott greek trade and greek tourism. The campaign will continue until the departure of the Greek coasts of all ships of the Freedom Flotilla 2.
TESTO LIBERO DA INVIARE ALLE COMUNITA’ GRECHE
Questi sono gli indirizzi ed i contatti delle comunità greche in Italia:
Comunità ellenica di Bologna
via Tosarelli 191
40050 Bologna,
Tel e fax 051782212 www.ellines.it
Comunità ellenica di Milano e Lombardia
via Daverio 7
20122 Milano
Tel e fax 0255190450
comunitaellenicadimilano@tin.it
www.comunitaellenicadimilano.it
Comunità ellenica di Pavia
Piazza Vittoria 20D
Tel 038233561
fax 038233596
Comunità greco-orientale di Trieste
Riva III novembre, 7
34100Trieste
Tel040635614
fax040634830
email:comgrots@tin.it
www.comgrecotrieste.it
Comunità ellenica di Emilia Romagna
c/o Centro culturale “Casa s.Anna”
via Tosarelli 191 40055
Villanova di Castenaso-Bologna
Tel e fax 051782212
email:info@ellines.it
www.ellines.it
Comunità ellenica di Parma
Via Dammenti,1 Poggio S.Ilario
43100 Parma
Tel e fax 0521830241
Comunità ellenica di Genova e Liguria
Via Casaregis 50 int.1/A
16129 Genova
Tel 335487861
email:etolia@tiscali.it
www.comunitaellenicadigenova.it
Comunità ellenica della Toscana centrale
Via B.Latini,19R
50126 Firenze
Tel 055574948/0574571878
fax 0574583472
Comunità ellenica della Toscana tirrenica
Via Tommaso Rook 120
56122 Pisa
Tel e fax 050564167
Comunità ellenica di Roma e del Lazio
Via Cimarra,26C
00184 Roma
Tel e fax 064883112
email: info@comunitaellenicaroma.it
http://www.comunitaellenicaroma.it/
Comunità ellenica di Napoli e Campania
Viale Augusto,62 80125 Napoli
Tel e fax 0804322183
Comunità ellenica di Bari
Via Arco San Giovanni,1
70122 Bari
Tel 0804322183 fax 0804322155
Cumunità Ellenica di Brindisi, Lecce e Taranto
ΕΛΛΗΝΙΚΗ ΚΟΙΝΟΤΗΤΑ ΜΠΡΙΝΤΙΖΙ, ΛΕΤΣΕ ΚΑΙ ΤΑΡΑΝΤΑ
COMUNITA’ ELLENICA DI BRINDISI, LECCE E TARANTO
Έδρα/Sede: Viale Regina Margherita, 43 – Lungomare, Brindisi
Ταχ. Διευθ./Indirizzo Postale: C.P. 218, 72100 Brindisi
Info: +39.349.8065536/E-mail: cebrindisi.le.ta@gmail.com
Presidenza: ioannis.davilis@email.it / Tel. +39.380.7553866
Comunità ellenica di Foggia e Capitanata
Via Raffaello,25
71045 Orta Nova(Fg)
Tel 0885787349
fax 0885791224
Comunità dei Greci Ortodossi in Venezia
Castello, 3412
30122 Venezia
tel. 041 5201146
fax 041 244 3048
www.ellines-ve.it
Comunità ellenica di Palermo
Corso Vittorio Emanuele,48
90133 Palermo
Tel 091425225
fax 0918574873
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L’Europa si sta rendendo sempre più complice del lento genocidio del popolo palestinese e sta svendendo la propria dignità e la propria civiltà. Israele dimostra di non essere solo un pericolo per i Palestinesi e per il Medio Oriente, ma una minaccia per i nostri diritti e per la nostra democrazia.
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