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quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Israel destrói solução de dois Estados, diz deputada palestina

14 agosto 2012, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

Israel está destruindo a solução de dois Estados, com sua política expansionista de estabelecimento de colônias em Jerusalém, disse na segunda-feira (14) Hanan Ashrawi, parlamentar e membro do Comitê Executivo da Organização de Libertação da Palestina.

Falando para representantes diplomáticos e jornalistas em Jerusalém, Ashrawi atacou a política de Israel em Jerusalém Oriental ocupada dizendo que esta viola o direito internacional.

"O governo extremista israelense está realizando uma política de limpeza étnica”, acrescentou. Segundo a parlamentar, essas ações praticadas pelos sionistas israelenses violam acordos assinados e convenções internacionais.

A ativista da OLP afirmou também que "sem Jerusalém como capital da Palestina, não haverá Estado palestino, e sem um Estado palestino, não haverá paz nem estabilidade na região".

Ela apelou à comunidade internacional para apoiar a reivindicação palestina de constituir o Estado independente e para impedir as medidas israelenses que estão destruindo todas as chances para a paz e a estabilidade.

"Israel é responsável pela ocupação ilegal da Palestina e pelas inúmeras violações unilaterais do direito internacional e humanitário. Os palestinos vão persistir nos seus esforços para conquistar o status de Estado, seja no Conselho de Segurança ou na Assembleia Geral da ONU ", disse ela.

"Nós nos reservamos o direito de empreender meios diplomáticos e não-violentos para aproximar as agências da ONU e outras organizações a fim de concretizar a adesão às Nações Unidas. Mesmo que o calendário ainda não tenha sido estabelecido, estamos coordenando nossos esforços com os países árabes e muçulmanos, bem como com a comunidade internacional pelo reconhecimento do Estado palestino ", acrescentou.

A parlamentar terminou afirmando que é de extrema importância que a comunidade internacional ajude a salvar a Palestina das garras do unilateralismo israelense e tenha a vontade política de adotar medidas concretas para pôr fim imediato à ocupação militar da Palestina. (Agência Wafa)


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Israelense mata duas palestinas e é condenado a 45 dias de prisão

13 agosto 2012, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

Depois de terem sua casa destruída por um tanque israelense, Riyeh Abu Hajaj e sua filha, Majda, procuraram abrigo em outro edifício da Faixa de Gaza junto com um grupo de 30 pessoas também desalojadas. As mulheres palestinas carregavam uma bandeira branca quando foram assassinadas por um soldado israelense, que atirou no grupo enquanto caminhavam.

A história aconteceu durante o massacre de 2008 e 2009 na Faixa de Gaza, que matou 1,4 mil palestinos e 13 israelenses em apenas três semanas. Mencionado pelo relatório das Nações Unidas sobre o conflito, o caso figura entre os mais notáveis crimes de guerra cometidos pelo exército de Israel.

O tribunal das Forças Armadas de Israel condenou, no entanto, o ex-artilheiro a apenas 45 dias de prisão por “uso ilegal de arma” neste domingo (12), segundo o jornal norte-americano Global Post.

Conhecido como “sargento S”, o antigo militar se livrou das acusações de homicídio culposo, onde não há intenção de matar, depois de um acordo judicial no qual admitiu ter disparado contra o grupo sem permissão de seus superiores. Sua defesa argumentou que não existiam provas conclusivas para mostrar que seu cliente atirou contra as palestinas.

Em uma declaração da época do incidente, o exército israelense disse que a denúncia estava baseada em evidências de que o então soldado “mirou deliberadamente em um indivíduo dentro de um grupo que acenava bandeiras brancas sem ter sido autorizado ou ordenado a atirar”, informou o jornal The Guardian.

“Se a promotoria militar aceitar o pedido apresentado pelos advogados do soldado, de que não há conexão entre o disparo que ele admitiu fazer e o assassinato de mão e filha palestinas, isso significa que a investigação deste incidente nunca foi concluída”, disse a organização israelense de direitos humanos B’T Selem em um comunicado neste domingo (12).

O atirador foi o único militar israelense que enfrentou um processo judicial por abusos praticados durante a guerra de 2008 e 2009 na Faixa de Gaza, segundo o Global Post. (Fonte: Opera Mundi)

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

ADMISSION DE LA PALESTINE A L’ONU - LETTRE AUX PRESIDENTS DE REGIONS DE FRANCE METROPOLITAINE

23 février 2012, Association France Palestine Solidarité http://www.france-palestine.org (France)

Paris le 21 février 2012

Monsieur le Président,

Le 23 septembre 2011, le Président de l’Organisation de Libération de la Palestine, Monsieur Mahmoud ABBAS a remis solennellement à Monsieur Ban Ki-moon, Secrétaire général de l’ONU une demande d’admission de l’État de Palestine aux Nations Unies.

Le discours qu’il a prononcé à cette occasion devant l’Assemblée Générale a eu un retentissement international

Depuis cette date, si l’adhésion à l’UNESCO a été prononcée avec un vote positif de la France, la question de l’admission à l’ONU est toujours en suspens et l’OLP maintient sa demande d’admission en tant qu’État à part entière, dans les frontières de 1967 avec Jérusalem-Est comme capitale selon les résolutions de l’ONU.

Cette question est de la plus grande importance.

Sans résoudre naturellement toutes les questions auxquelles sont confrontés les peuples pales-tinien et israélien, cela permettrait, et ce serait considérable, d’amorcer politiquement une sortie de l’impasse actuelle des "négociations" impossibles et stériles en posant l’ensemble des para-mètres d’une négociation future, entre deux États, sur des bases clairement édictées par la communauté internationale et non plus de manière unilatérale.

La France en tant que membre permanent du Conseil de Sécurité a, nous le pensons, un rôle d’entraînement à jouer.

Malheureusement, à ce jour, le gouvernement français a fait part de son intention de ne pas voter positivement pour cette admission en renvoyant les parties à des négociations préalables. Celles-ci viennent de se tenir et ne débouchent sur rien du fait de la colonisation israélienne illégale, en particulier à Jérusalem-Est. Les Chefs de mission des 27 pays membres de l’UE ont souligné ce point avec une certaine gravité.

Le droit d’avoir un État est un droit fondamental pour le peuple palestinien - 64 ans après que l’État israélien ait été créé et reconnu - et la pleine réalisation de ce droit ne saurait être indéfiniment subordonné à l’aboutissement de négociations bilatérales impossibles - une longue expérience le montre - avec la puissance occupante.

Il nous paraît indispensable de mobiliser toutes les forces démocratiques, soucieuses de l’application du droit, pour conduire le gouvernement français à revoir sa position. A l’Assemblée nationale comme au Sénat les groupes socialistes, en particulier, ont déposé des résolutions en ce sens qui sont limpides.

C’est dans ce sens que nous souhaitons que votre Assemblée soumette au débat et au vote de ses membres un vœu appelant la France à reconnaître l’État de Palestine et à donner une suite favorable à la requête de l’OLP pour son admission à l’ONU.

À titre d’information, nous vous indiquons qu’à notre connaissance, trois Conseil régionaux ont pris une délibération dans ce sens : Pays de la Loire, Franche-Comté et Poitou-Charentes.

Dans l’attente de votre réponse que nous espérons positive,
Nous vous prions d’agréer, Monsieur le Président, l’expression de notre considération distinguée.

Jean-Claude Lefort
Président


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Colonisation israélienne à Jérusalem-Est : les consuls généraux des 27 pays de l’UE dans la ville occupée appellent à l’action


21 février 2012 Association France Palestine Solidarité http://www.france-palestine.org (France)

Olivia Elias

Groupe de travail BDS de l’AFPS

Comme chaque année, les consuls généraux des 27 pays de l’UE à Jérusalem ont publié un rapport sur la situation dans la ville occupée. Face « à la détérioration sur le terrain », ils affirment qu’il est « de plus en plus urgent d’intervenir » pour « préserver le tissu social politique, culturel et économique palestinien à Jérusalem-Est ». Dans la perspective « de maintenir la possibilité de la solution de deux Etats, confor¬mément aux nombreuses résolutions de l’UE », ils recommandent à celle-ci et aux Etats membres l’application de 26 mesures. Celles-ci sont énumérées dans l’Annexe 2 du rapport sous le titre « Renforcer la politique de l’UE à l’égard de Jérusalem-Est » [1]

Les consuls ne se sont pas contentés d’avancer de vagues préconisations à caractère général – même s’il y en a. Dans la partie A, ils ont formulé 6 recommandations concrètes qui concernent le volet « Désinvestissement » du programme BDS de l’AFPS ainsi que le volet « Boycott des produits des colonies ».

Recommandations concernant les produits des colonies : R 9 et 10 de la partie A

Recommandation concernant des services (le tou¬risme fait partie des services) : R 8

Désinvestissement : R 6, 7 et 11.


On remarquera que les consuls veulent « S’assurer que les produits fabriqués dans les colonies de Jérusalem-Est ne bénéficient pas du traitement préférentiel accordé dans le cadre de l’accord commercial UE/Israël » (R 9) ; ce qui nous fait immédiatement penser à Sodastream, fabriqué à Mishor Adumim, colonie du « grand Jéru¬salem ». Certes, les diplomates euro¬péens ne parlent pas de boycott et encore moins de sus¬pension de l’accord d’association UE-Israël ou d’embargo sur les pro¬duits des colonies comme le réclame l’Afps. C’est clair. Mais ils ajoutent « Sensibiliser davantage le public quant à l’origine de ces pro¬duits, notamment en élaborant des directives au sujet de leur étiquetage à l’intention des acteurs euro¬péens majeurs du secteur de la distribution » (R 10).

En langage diplo¬ma¬tique, les consuls disent « Il faut sensibiliser les gens pour qu’ils connaissent bien l’origine des pro¬duits qu’ils achètent et qu’ils puissent décider, en connais¬sance de cause, s’ils veulent acheter un produit fabriqué dans une colonie ou non ». C’est quand même une façon de reconnaître qu’il y a un problème avec ces pro¬duits et que ceux/celles qui désirent dis¬poser d’informations fiables avant d’acheter ou non ont raison. Surtout si l’on garde à l’esprit le fait suivant : leurs recommandations ont été précédées d’un long rapport sur les avancées et les ravages de la colonisation à Jérusalem-Est et la tonalité générale du document ainsi que de l’annexe est la volonté politique de mettre fin à ce processus illégal d’annexion.

La prise de position des consuls généraux conforte la légitimité de nos actions. Comment pourrait-on interdire, à nous citoyens, de manifester devant les grandes surfaces et magasins Darty et les boutiques Sephora qui trompent sur l’origine des gazéi¬fi¬ca¬teurs Sodastream / SodaClub et des produits de beauté Ahava ? Et comment s’opposer à des manifestations devant les boutiques Orange alors que France Télécom-Orange a conclu un partenariat avec Partner, un opérateur israélien de téléphonie mobile impliqué dans la colonisation ? Faudrait-il poursuivre les consuls généraux ?

Cela dit, il est certain que toutes les mesures préconisées ne revêtent pas la même importance et que l’on peut critiquer certaines d’entre elles et même formuler de très sérieuses objections à d’autres. Par exemple, la référence à la Feuille de route, bel et bien périmée et dépassée, ou la collaboration avec le Quartet, instance notoirement inefficace et dont la partialité a été dénoncée par de hauts responsables palestiniens.

Il n’empêche! Il convient de saluer la prise de position des consuls généraux. Dans leur rapport 2011, ceux-ci affirment : « Il faut passer aux actes » en faisant un pas en avant par rapport à 2010. Ils invitent, en effet, la Com¬mission « à réfléchir à une proposition de législation euro-péenne visant à prévenir/décourager de telles transactions financières (celles qui encouragent la colonisation). » (R 7).

Nous devons donner à leur parole la réso¬nance qu’elle mérite et inviter les diplo¬mates qui se sont déjà prononcés en faveur de la défense des droits des Palestiniens à faire de même. Je pense aux ambassadeurs qui ont signé « La lettre ouverte à Alain Juppé » pour appuyer l’admission de l’Etat de Palestine à l’ONU ou aux anciens hauts dirigeants de l’UE qui ont lancé un appel dans le même sens. Et nous devons aussi inviter les politiques à appuyer ces diplo¬mates à Paris, à Bruxelles comme à Jéru¬salem, Ramallah et à l’ONU.

Voir le rapport complet en anglais
[1] Le rapport 2011 des Consuls généraux des 27 pays de l’UE à Jérusalem-Est


LES 26 MESURES PRECONISEES

(Annexe 2 du Rapport 2011)

A. Jérusalem Est future capitale de l’Etat palestinien

1. En conformité avec les objectifs du Plan stra¬té¬gique et multi sec¬toriel de développement de Jérusalem-Est, soutenir une approche coor¬donnée et une stratégie palestinienne cohérente.

2. Soutenir l’établissement d’une représentation de l’OLP à Jérusalem-Est.

3. Organiser des événements nationaux ou européens (comme les fêtes natio¬nales) à Jérusalem-Est.

4. Accueillir régulièrement des officiels palestiniens lorsque des représentants de haut niveau de l’UE rendent visites aux mis¬sions de l’UE dotées de bureaux ou de résidences à Jérusalem-Est.

5. Éviter la présence d’agents de sécurité et de protocole israéliens lorsque des personnalités euro-péennes de haut rang visitent Jérusalem-Est, y compris la vieille ville.

6. Empêcher/décourager les transactions finan¬cières qui renforcent l’activité de colonisation à Jérusalem-Est lorsque les don¬neurs d’ordre de telles opérations sont européens.

7. Inviter la Commission à réfléchir à une proposition de législation européenne visant à prévenir/décourager de telles transactions financières.

8. Elaborer des directives à caractère non obligatoire à l’intention des tour opérateurs européens afin que les voyages qu’ils organisent/commercialisent ne soutiennent pas l’activité de coloni-sation à Jérusalem-Est.

9 S’assurer que les produits fabriqués dans les colonies de Jérusalem-Est ne bénéficient pas du traitement préférentiel accordé dans le cadre de l’accord d’association UE/Israël.

10 Sensibiliser davantage le public quant à l’origine de ces produits, notamment en élaborant des directives au sujet de leur étiquetage à l’intention des acteurs euro¬péens majeurs du secteur de la distribution.

11 Informer les citoyens européens des risques liés à l’acquisition d’une propriété dans Jérusalem-Est occupée.

B Réactiver les institutions palestiniennes à Jérusalem-Est

1 Insister sur la réactivation   –  réclamée dans la Feuille de route  –  des institutions palestiniennes lors des réunions de haut niveau organisées avec les représentants israéliens ou des discussions au sein de l’UE et du Quartet et dans les communiqués/déclarations de ces derniers.

2. En attendant, accueillir des évènements orga¬nisés par la société civile palestinienne de Jéru-salem dans les centres culturels, les consulats et les rési¬dences de diplomates.

3 Exa¬miner les moyens d’associer les institutions palestiniennes à la promotion des intérêts communs de l’UE et de l’OLP.

C. Les droits économiques et sociaux de la population palestinienne
1 Aider les Palestiniens afin qu’ils soient associés à l’élaboration des plans stratégiques urbains concernant Jérusalem-Est de manière à ce que leurs besoins de logement soient pris en compte.

2 Dans le cadre des réunions de haut niveau, souligner les préoccupations sérieuses de l’UE concernant l’insuffisance des services d’urgence de manière à ce que tous les résidents de Jérusalem-Est puissent en bénéficier (ambulances, services de prévention/lutte contre les incendies, ser¬vices de police de proximité…).

3 Coordonner, financer et soutenir des projets à Jérusalem-Est.

D. La dimension religieuse et culturelle de la Cité

1 Soutenir et encou¬rager le dialogue inter religieux à Jérusalem.

2 Encourager les pays arabes à reconnaître la dimension multiculturelle de Jérusalem, y compris son héritage juif et chrétien.

3 Informer les citoyens de l’UE se rendant sur place au sujet de la situation poli¬tique de la ville (par exemple, via des sites internet).

E. Renforcer le rôle de l’Union européenne

1 Améliorer la coordination locale avec les acteurs du Quartet via des contributions au processus d’élaboration des politiques et de prise de décision.

2 Organiser une présence européenne en cas de risque de démolition ou d’éviction de familles palestiniennes.

3 Organiser une présence européenne lorsque les tribunaux sont appelés à rendre un verdict dans les cas de démolition de maison ou d’éviction de familles palestiniennes.

4 Assurer une intervention européenne quand des Palestiniens sont arrêtés ou intimidés par les autorités israéliennes pour des activités politiques, culturelles ou sociales pacifiques menées à Jérusalem-Est.

5 Sensibiliser les visiteurs de haut rang au sujet de sites ou de questions sensibles. Exemple dans le premier cas : la barrière de séparation. Exemples se rapportant au second cas : les questions de logistique (choix de l’hôtel, changement de moyen de transport pour passer de l’Est à l’Ouest et vice versa), les contacts avec le Maire de Jérusalem-Est ou d’autres officiels israéliens. A ce propos, il est recommandé d’éviter de rencontrer ces officiels - tels le Ministre de la Justice israélien - dans leurs bureaux de Jérusalem-Est.

6. Partager les informations concernant les colons connus pour être violents à Jérusalem-Est et examiner s’il convient de leur permettre de se rendre dans les pays de l’Union Européenne.


sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

NETANYAHU ET LES PRINTEMPS ARABES

7 décembre 2011, Association France Palestine Solidarité (AFPS) http://www.france-palestine.org (France)

Charles Enderlin - blog

Un pouvoir idéologique a toujours tendance à placer la réalité au service de ses idées. La situation présente, explique-t-il, est éphémère. Car, si le danger n’est pas immédiat, l’avenir est inexorablement porteur de catastrophes.

C’est ainsi que, le 10 juillet 1996. Premier ministre, fraichement élu, Benjamin Netanyahu expliquait dans un discours devant le Congrès à Washington que l’absence de démocratie dans le monde arabe l’empêchait de faire des concessions territoriales : « […] Nous devons appliquer les standards de la démocratie et des droits de l’homme au Proche orient. Je crois que chaque musulman, chaque chrétien et chaque Juifs de la région a droit à cela. Je ne pense pas que nous devons accepter l’idée que le Proche Orient soit le dernier sanctuaire isolé « sans démocratie » pour toujours à l’exception d’Israël. Le Proche-Orient n’a pas encore réalisé ce passage fondamental de l’autocratie vers la démocratie. Cela ne veut pas dire que nous ne pouvons pas avoir la paix dans cette région, une paix avec des régimes non démocratiques. Je crois que nous le pouvons. C’est un fait, nous avons eu de tels accords de paix. Mais, ils peuvent être caractérisés que comme étant une paix défensive, où nous devons conserver des acquis essentiels pour la défense de notre pays et suffisants pour [notre dissuasion].Jusqu’à ce que la démocratisation existe dans la région, la voie correcte pour le monde démocratique, conduit par les Etats-Unis, doit être de renforcer la seule démocratie du Proche Orient, Israël »
Mais pas n’importe quelle démocratie. Les Printemps arabes sont, pour Benjamin Netanyahu, porteurs de tous les dangers. Le 23 novembre dernier, à la Knesset, il a ainsi défini les raisons pour lesquelles Israël ne pouvait pas faire certaines concessions : « Le Moyen Orient n’est pas un endroit pour les naïfs. En février dernier, j’étais debout à ce podium lorsque des millions d’égyptiens descendaient dans les rues du Caire. Des commentateurs et de nombreux membres de l’opposition m’avaient expliqué que nous étions à l’orée d’une nouvelle ère de libéralisme et de progrès qui évacuerait l’ordre ancien. J’avais répondu en espérant que ce serait le cas mais qu’en dépit de tous nos espoirs, il était probable qu’une vague islamiste inonde les pays arabes, une vague antioccidentale, antilibérale, anti-israélienne et, en fin de compte, anti-démocratique. Ils disaient que je voulais alarmer le public, que je ne voyais pas que j’étais du mauvais côté de l’histoire, que je ne voyais pas la direction que prenaient les choses. [Les printemps arabes] bougent, n’avancent pas dans le sens du progrès, mais reculent. […] Je vous demande aujourd’hui, qui n’a pas compris l’histoire ? Je me souviens : nombreux d’entre vous me lançaient des appels- et quels appels !- afin que je saisisse l’occasion et fasse des concessions précipitées. C’est le moment disiez vous ! Ne ratez pas l’occasion ! Mais je ne fonde pas la politique d’Israël sur une illusion. La terre tremble ! Nous ne savons pas qui contrôlera toute terre à laquelle nous renoncerions. Pas demain, pas cette après midi. Nous voyons que la réalité change, elle change partout. Qui ne voit pas cela [fait l’autruche] se cache la tête dans le sable Cela n’empêchait pas [certaines] personnes de venir et de proposer : « Donnez ! Renoncez ! ». J’ai répondu : « Nous voulons parvenir à un accord avec les Palestiniens car nous ne voulons pas d’un état binational, mais nous insistons pour que ce soit sur des fondements stables et surs. […] Je ne suis pas prêt à ignorer la réalité. Je ne suis pas prêt à ignorer les dangers. Je ne suis pas prêt à ignorer l’Histoire. Je ne suis pas prêt à ignorer le présent et à renoncer à une seule de nos exigences de sécurité qui ont augmenté en raison des crises récentes et n’ont pas diminué. Ce n’est pas le moment d’y renoncer et de foncer de l’avant. C’est le moment d’être extrêmement prudent dans la gestion de nos contacts avec les Palestiniens. […]. » Et d’accuser Mahmoud Abbas, le Président palestinien de refuser le dialogue car « le Premier ministre israélien n’est pas prêt d’accepter ses conditions ».

Tom Friedman, l’éditorialiste du New York Times a repris les arguments de Netanyahu. D’abord en rappelant que Netanyahu avait accusé l’administration Obama d’avoir poussé Hosny Moubarak vers la démission au lieu de le soutenir. Faux ! Les dictateurs arabes ont été destitués par leurs peuples. En Égypte, le régime avait organisé les élections les plus truquées de son histoire. L’année dernière il avait fait élire 209 députés du parti au pouvoir sur 211. Quand à la montée de l’Islamisme, elle est due avant tout aux régimes autocratiques qui pendant des décennies n’ont pas permis le développement de partis d’opposition libéraux, séculaires et démocratiques. La seule opposition organisée se trouvait dans les mosquées.

Les succès électoraux des islamiques ne devraient donc pas surprendre. Ils se sont développés sur un terreau fertile. Occupés à s’enrichir, les dictateurs ont systématiquement délaissé leurs classes pauvres, les abandonnant aux intégristes. En Égypte, où l’illettrisme dépasse les 40%, la mosquée, tenue par les Frères musulmans est non seulement un lieu de culte mais aussi un centre d’aide sociale et éducative. C’est là que le petit peuple ressentait un sentiment de dignité.

Bien entendu, la théologie de la Confrérie est anti-occidentale et anti-juive. Voir mon livre : « Le grand aveuglement. Israël et l’irrésistible ascension de l’Islam radical » Confrontés à la réalité à l’approche d’un pouvoir dont ils ont toujours rêvé, les islamistes sauront-ils faire preuve de pragmatisme ? Pour certains d’entre eux, peut-être. Pour d’autres certainement non. L’armée égyptienne qui, aujourd’hui, assume le pouvoir, laissera t’elle le pays devenir un second Pakistan ? Ou une deuxième Libye ? Ce n’est pas sur. Dans tous les cas, cette révolution est loin d’être achevée. Sur son blog de Foreign Policy, Stephen Walt rappelle que ces changements de régime, ne sont jamais rapides mais s’étendent sur des décennies. Parfois plus. Le combat des jeunes révolutionnaires arabes, des blogueurs et des militants des droits de l’homme en est à ses tous débuts. Après avoir renversé les dictatures en place, vont-ils devoir affronter une autocratie islamique ? Probablement.

Reste la question d’Israël dont l’environnement stratégique s’est sérieusement détérioré, avec au nord, le Hezbollah dominant le Liban, au nord, au sud Gaza tenu par le Hamas et la crainte d’une Egypte tombant dans l’escarcelle de l’Islam radical alors que ses relations avec la Turquie sont au plus mal. Un isolement grandissant qui inquiète également Washington. Le secrétaire américain à la défense, Leon Panetta a lancé, vendredi dernier un appel au gouvernement israélien pour qu’il se tourne vers l’Egypte, la Turquie et ses autres partenaires sécuritaires dans la région, rétablisse de bonnes relations avec ces pays et fasse des efforts pour arriver à la paix avec les Palestiniens. La présidence du conseil à Jérusalem s’est empressée de lui répondre en rejetant la responsabilité du gel du processus de paix sur les Palestiniens.

Mahmoud Abbas, le Président de l’autorité autonome refuse toute négociation directe avec Benjamin Netanyahu aussi longtemps que se poursuivront les activités de colonisations en Cisjordanie et à Jérusalem Est. Il insiste pour que les termes de référence des pourparlers soient fondés sur la ligne de 1967. Des conditions que le Premier ministre israélien refuse.

Mais, en fait, les Palestiniens ont soumis des propositions que les Israéliens ont refusé de recevoir. C’était le 14 novembre dernier, à Jérusalem au cours d’une réunion du Quartet (les représentants des Etats-Unis, de l’ONU, de l’Europe et de la Russie). Saeb Erekat a présenté un premier document proposant que la frontière de l’état palestinien soit basée sur la ligne de 1967, avec un échange de territoire portant sur 1,9 % de la Cisjordanie. Un second document décrivait les arrangements de sécurité proposés par l’OLP. Une force internationale serait déployée le longe de la frontière avec Israël et dans la vallée du Jourdain. La Palestine serait démilitarisée et ne conclurait pas d’alliance militaire avec des pays hostiles à Israël. Le lendemain, le 15 novembre, Yitzhak Molho,le représentant israélien a répondu au quartet qu’il ne pouvait pas coopérer avec une telle procédure et que les Palestiniens devaient accepter des négociations directes. En raison de ces fuites, le quartet a rappelé les Palestiniens à l’ordre en leur conseillant de reprendre les négociations directes Cela dit, ce n’est pas la première fois que Molho refuse des propositions palestiniennes. Lors d’une rencontre aux Nations Unies en septembre 2010, Saeb Erekat, le principal négociateur d’Abbas a, en présence d’Hilary Clinton présenté un dossier de plusieurs centaines de pages à Molho. Ce dernier a expliqué qu’il ne pouvait pas les recevoir, car cela produirait une crise gouvernementale en Israël...

En tout cas, sur la scène internationale, l’attitude du gouvernement Netanyahu suscite, de plus en plus de scepticisme quand à sa volonté de parvenir à un accord. Le 22 septembre 2011, Bill Clinton, l’ancien président des Etats-Unis a rejeté la responsabilité de l’impasse sur Israël. « C’est le premier ministre israélien Benjamin Netanyahu, dont le gouvernement a déplacé les bornes (goalposts) lors de sa prise du pouvoir, et dont l’ascension représente la raison majeure de l’absence d’accord de paix israélo-palestinien […] Il y a deux principales raisons à l’absence d’une paix globale : « la réticence de l’administration Netanyahu à accepter les termes de l’accord de Camp David (2000) et un mouvement démographique en Israël qui rend l’opinion publique israélienne moins disposée envers la paix. » […] Le gouvernement Netanyahu a reçu toutes les assurances que les gouvernements israéliens précédents avaient demandées, mais maintenant il ne les acceptera pas pour signer la paix. […] Il s’est éloigné du consensus de paix, rendant un accord sur le statut final plus difficile […] Le roi d’Arabie Saoudite a rassemblé tous les Etats arabes pour dire aux Israéliens : « Si vous parvenez à un accord avec les Palestiniens, nous vous accorderons immédiatement, non seulement la reconnaissance mais aussi, un partenariat politique, économique et sécuritaire. » […]. Voilà comment nous en sommes arrivés là. […] Les vrais cyniques croient que l’appel fréquent du gouvernement Netanyahu pour des négociations sur les frontières et autres signifie qu’il n’a simplement pas l’intention de renoncer à la Cisjordanie. »

Bill Clinton ne va pas au bout de son raisonnement. Benjamin Netanyahu, son gouvernement, sa majorité à la Knesset, le Likoud son parti, ne veulent pas d’un état palestinien dans les limites qui, seules, permettraient un accord avec l’OLP. Cela, pour des raisons idéologiques, car, pour eux, la Cisjordanie est la Judée-Samarie biblique, la Terre d’Israël et Jérusalem la capitale réunifiée et indivisible de l’état juif. La droite nationaliste au pouvoir et ses alliés religieux n’y renonceront pas. Un situation que le caricaturiste du quotidien Haaretz résumait ainsi :


Publié sur le blog de Charles Enderlin, hébergé par Franc

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Em ato expressivo, embaixador palestino convoca o 20 de Setembro

29 Agosto de 2011, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

Um ato representativo da força que tem o movimento pró-Estado palestino no Brasil tomou conta do Sindicato dos Engenheiros de São Paulo nesta segunda-feira (29). A mobilização se deu em torno da presença do embaixador da Palestina no Brasil, Ibrahim Alzeben, e do lançamento da página eletrônica www.palestinaja.org. Além do embaixador, 18 pessoas, entre representantes de entidades e movimentos, parlamentares e intelectuais manifestaram-se durante o ato.

Luana Bonone

Além de lançar a página eletrônica da Campanha Palestina Já!, o embaixador Ibrahim Alzeben convocou os apoiadores a mobilizarem o ato mundial pró-Estado da Palestina marcado para o dia 20 de setembro.

Após ouvir as manifestações de apoio de diversas entidades e personalidades, Ibrahim agradeceu a solidariedade, a qual se expressa como compromisso, disse, ressaltando que a demonstração vai além das falas no ato. “Aqui se expressa o povo brasileiro, sua verdadeira natureza solidária, sua natureza amiga”, emocionou-se o embaixador, referindo-se à mesa do ato, que foi convocada a assumir a mobilização do Brasil para as manifestações de 20 de setembro, que estão sendo convocadas em todo o mundo, pró-Estado da Palestina.

Pilhagem do petróleo
Tal aspecto característico do povo brasileiro já havia sido destacado pelo secretário de relações internacionais do PC do B, Ricardo Alemão Abreu, que também denunciou a lógica de pilhagem do petróleo utilizada pelas potências ocidentais na relação com os países do Oriente Médio.

Ibrahim destacou o caráter anti-imperialista da luta pró-Estado da Palestina e fez questão de repetir diversas vezes também seu caráter humanitário. “Não somos contra os judeus, queremos ter Israel como vizinho, para voltar a contribuir com o patrimônio da humanidade. A reconciliação começa aí”, defendeu Ibrahim Alzeben. Para ele, é preciso construir a “unidade a favor da humanidade”.

Em que pese o espírito de solidariedade, as manifestações a favor da criação do Estado da Palestina que antecederam a fala do embaixador foram acompanhadas de brados indignados contra a ocupação israelense – apoiada pelas potências imperialistas ocidentais – do território daquele povo.

Estado sionista terrorista
A presidente do Centro Brasileiro de Luta pela Paz (Cebrapaz) e também presidente do Conselho Mundial da Paz (CMP), Socorro Gomes, definiu Israel como um “Estado sionista que pratica genocídio cotidianamente”.

O embaixador relatou que as cidades palestinas já foram invadidas 57 vezes na história e contou a respeito de uma oliveira – símbolo forte para sua cultura – de 6 mil anos de idade. Em seguida, concluiu: “Fomos invadidos 57 vezes e nunca invadimos. E não desaparecemos, porque temos raízes profundas como esta oliveira. Não desapareceremos!”.

Citando diversas vezes heróis em favor da integração dos povos, como o latino-americano Simon Bolívar, Ibrahim disse que sua defesa, baseada na resolução da ONU de 1947, que criou o Estado de Israel e o Estado da Palestina, é para que seu filho jogue bola com seu vizinho Davi, filho do embaixador de Israel, e não para que ele seja um mártir. “’E uma reivindicação justa”, reforçou o embaixador.

“Massacres, intifadas, homens-bomba... queremos que isso tudo acabe, que isso passe à história. Aqueles que recorrem à violência é porque perderam toda a esperança”, defendeu Ibrahim.

Pouco antes de sua intervenção, Ibrahim Alzeben recebeu um manifesto de poetas e escritores brasileiros em favor do Estado da Palestina, intitulado “Somos todos palestinos”, que foi lido pelo professor doutor da USP Cláudio Daniel.
20 de setembro

O embaixador da palestina disse que no Acre, no Rio Grande do Sul e no Paraná já se iniciaram mobilizações pró-Estado da Palestina. Ele provocou os presentes para que construam tal movimento em todos os estados brasileiros e conclamou os presentes a se mobilizarem no dia 20 de setembro, quando apoiadores do Estado Palestino de todo o mundo estão sendo convocados a se mobilizar em apoio à solicitação que será apresentada pela Organização pela Libertação da Palestina (OLP) à Organização das Nações Unidas pelo reconhecimento do Estado da Palestina.

Conforme constatado pela secretária de relações internacionais do Partido dos Trabalhadores, Iole Ilíada, quase a totalidade dos países da América do Sul já reconhece o Estado da Palestina, inclusive o próprio Brasil, que oficializou tal gesto durante o governo Lula. No início do ato, foi lida carta do ex-presidente Lula a respeito deste reconhecimento.

O Cebrapaz está organizando uma expedição de solidariedade à Palestina em conjunto com a Federação Mundial da Juventude Democrática (FMJD). A comitiva deve desembarcar na Palestina em 17 de setembro.

Representatividade
Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Central Única dos Trabalhadores (CUT), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), União Nacional dos Estudantes (UNE), Federação Democrática Internacional das Mulheres (Fedim), Marcha Mundial de Mulheres (MMM), Partido Pátria Livre (PPL), Congresso Nacional de Afrobrasileiros (CNAB), Confederação Nacional das Associações de Moradores (Conam), além dos já citados Cebrapaz, PCdoB e PT, compuseram a mesa, junto a parlamentares, como o vereador Jamil Murad (PCdoB) e os deputados estaduais Simão Pedro e Adriano Diogo (ambos do PT).

As saudações se concentraram em valorizar a luta do povo palestino pela sua autodeterminação e denunciar a postura guerreira de Israel apoiada por potências como os Estados Unidos. As grandes corporações de mídia também foram citadas como aliadas do terrorismo de Estado praticado por Israel em diversas intervenções.

Condolências
O ato foi iniciado com os hinos nacionais do Brasil e da Palestina, um vídeo sobre a história do povo palestino e um minuto de silêncio pelo falecimento da mãe do vereador Jamil Murad. O cerimonial destacou que Dona Hadige Murad fez questão de ser enterrada com trajes de acordo com a cultura palestina. O embaixador Ibrahim Alzeben iniciou sua intervenção prestando suas condolências a Jamil.

Ao fim, foi reforçada a convocação para as mobilizações mundiais de 20 de setembro, em defesa do reconhecimento do Estado da Palestina pela ONU. Cada integrante da mesa foi presenteado com uma “Rata”, lenço símbolo da luta do povo palestino.

De São Paulo, Luana Bonone

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

LOS COLONOS ISRAELÍES SE SIRVEN DE LOS INDIGNADOS PARA PEDIR MÁS OCUPACIÓN

2011ko abuztuaren 11a, Gara http://www.gara.net (Euskal Herria/País Basco)

Las protestas sociales que se han multiplicado en los últimos días en el Estado de Israel están siendo aprovechadas por los colonos, que exigen más construcción en los territorios ocupados palestinos como receta para los problemas de vivienda en Tel Aviv.

Los colonos judíos están aprovechando las protestas sociales de los indignados contra la carestía de la vivienda en el Estado de Israel para proponer lo que consideran la mejor solución: aumentar la colonización de los territorios palestinos ocupados para abaratar las hipotecas de los israelíes. Cuando el movimiento de protesta social se inició en Tel Aviv, pilló por sorpresa a distintos sectores del país, como los colonos, los ultra ortodoxos o los árabes, que dudaban si debían unirse o no a la lucha de lo que consideraban jóvenes, blancos, de clase media, judíos, laicos y nacionalistas, que poco o nada tenían que ver con su grupo social. Pero no ha pasado mucho tiempo hasta que los colonos han visto un filón en la creciente indignación de las clases medias, que reclama un mayor acceso a la vivienda, y tratan de llevar la discusión a su terreno.

Si bien los representantes de los colonos judíos en Cisjordania no han tomado una postura oficial, los principales rabinos del nacionalismo religioso y figuras destacadas de la ultraderecha han puesto sobre la mesa su solución a la carestía de los pisos: levantarlos sobre el territorio ocupado a los palestinos. «Gracias a que hay 350.000 personas que viven en Judea y Samaria (nombres bíblicos con los que los sionistas denominan a Cisjordania) los precios de las casas en Israel son más bajos. Si nos sacan de aquí (como se prevé en el caso de la firma de un acuerdo de paz entre israelíes y palestinos), se incrementarían desmesuradamente los precios en las ciudades», advierte Roni Arzi, portavoz del consejo de colonos Yesha.

Según él, uno de los problemas que están detrás de la subida de los precios del ladrillo es que «el Gobierno (de Benjamín Netanyahu) ha paralizado en los dos últimos años la concesión de nuevas licencias de construcción» en Cisjordania, fundamentalmente por presiones de la comunidad internacional. Sin embargo, desde que se iniciaron hace tres semanas los campamentos de indignados en las principales ciudades del país, el Gobierno israelí ha hecho dos anuncios de aprobación de nuevas viviendas en territorios palestinos.

Más colonias
El Comité de Planificación del Ministerio de Interior dio luz verde hace una semana a la edificación de 930 casas en la colonia judía de Har Homa, ubicada cerca de Belén, en una medida que el ministro de Interior, Eli Yishai, vinculó directamente a la protestas sociales. «Seguimos construyendo en Jerusalén (Israel considera la colonia ilegal como parte del distrito municipal de la ciudad) como lo hacemos en todo el país. La crisis inmobiliaria es seria y no debemos detener proyectos», señaló Yishai.

El anuncio, que sigue a otro similar en julio para levantar 336 casas en las colonias de Betar Ilit y Karnei Shomron, ha sido duramente criticado por la Organización para la Liberación de Palestina (OLP) y por ONG pacifistas israelíes que piden el fin de la ocupación. El jefe negociador palestino, Saeb Erekat, condenó «en los términos más firmes la aprobación de las nuevas viviendas ilegales» en Har Homa, que consideró «una prueba de que Israel quiere convertir la ocupación en una anexión efectiva».

Por su parte Hagit Ofran, directora del seguimiento de las colonias en la ONG Shalom Ajshav (Paz Ahora, en hebreo) acusó al Ejecutivo de Netanyahu de «estar usando cínicamente la urgente necesidad de vivienda y empujando a los israelíes a mudarse a asentamientos por motivos económicos, en vez de construir dentro de Israel».

Influyentes rabinos del sionismo religioso (que considera que la Tierra de Israel debe ocupar todo el territorio entre el río Jordán y el Mediterráneo) han pedido a Netanyahu que «solucione el problema de la vivienda construyendo masivamente en Judea y Samaria, lo que reduciría los precios de los apartamentos».

Ana CÁRDENAS

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Las vacaciones rebeldes israelíes siguen sin mirar a los palestinos

2011ko abuztuaren 10ª, Gara http://www.gara.net (Euskal Herria/País Basco)

Los indignados israelíes están en contra del sistema neoliberal pero no tienen nada en común, según el autor, que llama la atención sobre la diferencia entre el perfil de judío blanco proyectada por los medios y muchos de los acampados, originarios de la periferia (Asia o África). Los activistas temen que el gobierno pueda recurrir a una provocación militar como salida a la crisis interna. Podría tratarse de una agresión contra Líbano o contra los territorios ocupados.

Sergio Yahni, Alternative Information Center (Jerusalén)

Stanley Fischer, el gobernador del Banco central, reduce los problemas sociales en Israel a cuatro fenómenos principales: la vivienda, el costo de la vida, los impuestos y la incapacidad del gobierno para proporcionar los servicios que demanda el público. Unas carencias sociales que han sido tasadas en 60.000 millones de shekel (15.000 millones de euros) por el Ministerio de Finanzas, que asegura que el Estado podría hacerse cargo de estas necesidades. Sin embargo, las miles de personas que se han establecido en plazas y las cientos de miles que se han manifestado desde el 30 de julio exigen un cambio fundamental en las prioridades estatales israelíes, la eliminación del régimen neoliberal y el reestablecimiento del Estado de bienestar. Parafraseando lo que los propios manifestantes corean en las marchas: «la revolución».

Sin embargo, el gobierno de Benjamin Netanyahu (Likud) carece de voluntad política para resolver los problemas que se denuncian en la protesta. De hecho, apuesta por una política de más de lo mismo e intenta utilizar las movilizaciones para profundizar en su proyecto neoliberal. Fichser ya ha recogido el guante y aboga por la creación de comités con capacidad para saltarse los procesos legales de planificación urbana, así como la reforma en el mercado de tierras. Es decir, que las grandes constructoras encuentren menos limitaciones ecológicas y sociales y que se acelere el proceso de privatización de las tierras del Estado. No se puede olvidar que, a día de hoy, el 93% de las tierras de Israel son propiedad de refugiados palestinos que están protegidas por garantías a la ONU desde 1950.

La cuestión sobre la que todos piensan y nadie habla son los palestinos. Los activistas temen que esta cuestión sea utilizada por el gobierno como arma en su contra. En todas las manifestaciones, los oradores aseguran que judíos y árabes son socios en la lucha. Pero nadie está dispuesto a definir qué significa esta llamada, teniendo en cuenta la heterogeneidad de la protesta.

Los activistas temen que el gobierno pueda recurrir a una provocación militar como salida ante la crisis interna. Podría tratarse de una agresión contra Líbano o contra los territorios palestinos ocupados. De hecho, hay quien piensa que el asesinato de dos palestinos el pasado 31 de julio puede tener relación con este aumento del descontento social. Tampoco se puede olvidar que Israel se prepara para un setiembre caliente ante la iniciativa lanzada por la Organización para la Liberación Palestina (OLP) destinada a que la ONU reconozca un estado palestino independiente.

Una de las sugerencias más radicales lanzadas por los indignados es la reducción del presupuesto de Defensa. Pero esta demanda ya se ha encontrado con el rechazo frontal de los políticos israelíes, que se escudan en las demandas palestinas para insistir en su carrera armamentística. De hecho, el jefe del Estado Mayor hebreo, Benny Gantz, llamó la atención sobre el período actual en el que se encuentra Tel Aviv. Gantz aseguró que los mandos castrenses se encuentran a la espera de iniciativas de protesta no violenta «en zonas de conflicto junto al muro o frente a las colonias». Por ello, el Ejército está adquiriendo más armas y desarrollando redes de inteligencia. «A pesar de la protesta social, no está en la agenda del Gobierno recortar el presupuesto de Defensa», aclaró Netanyahu.

Las miles de personas que se han lanzado a la protesta no son un bloque homogéneo y no tienen liderazgo reconocido. Rechazan el régimen neoliberal, la privatización de los servicios públicos y la íntima relación entre gobierno y capital. Al margen de esto, no están de acuerdo en nada. No existe un liderazgo nacional ni tampoco un campamento representa a otro. Ni siquiera se ha introducido la dinámica asamblearia que permite tomar decisiones por consenso, lo que provoca que cualquier grupo de activistas pueda tomar decisiones al margen de otro colectivo.

Sin embargo, una de las acampadas, la ubicada en el Bulevard Rothschild de Tel Aviv, se ha establecido como referencia para la prensa local e internacional, que los ven como una dirección de facto del movimiento. Esto no quiere decir que el resto de acampados se sientan representados. La clave está en la imagen que proyecta este núcleo, formado en su mayoría por sectores de las clases medias, que se contraponen al grueso de los acampados: inquilinos de vivienda pública, madres solteras, inmigrantes judíos de Asia y África y trabajadores extranjeros.

Las protestas seguirán durante todo el verano, a no ser que ocurran sucesos imprevistos. Pero la división entre el Bulevar Rothschild y las acampadas de la periferia, cuyos integrantes no tienen otras opciones, llegará en setiembre, cuando las clases medias regresen a la rutina y pongan fin a sus vacaciones rebeldes. Entonces quedarán los marginados, los que no tienen otra alternativa.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Le Prix Hamchari couronnera dorénavant une thèse traitant du conflit israélo-palestinien

3 août 2011, Association France Palestine Solidarité (AFPS) http://www.france-palestine.org (France)

Espoir Palestine

Créé en hommage à Mahmoud Hamchari, représentant de l’Organisation de libération de la Palestine assassiné à Paris, le Prix qui porte son nom récompense depuis trente-sept années un livre consacré au conflit israélo-palestinien et promouvant la recherche d’une paix juste et durable fondée sur le droit international.

Cette année, le Prix a décidé d’élargir son champ d’intervention : il couronnera désormais aussi une thèse de sciences humaines s’inscrivant dans la même problématique et s’inspirant des mêmes valeurs.

Tout nouveau docteur peut concourir, à condition d’envoyer un exemplaire de sa thèse ainsi que du rapport présenté par son directeur de thèse. Le jury sera constitué du conseil d’administration de l’association Espoir Palestine, qui organise le Prix.

Le lauréat se verra remettre la somme de 5 000 euros - éventuellement partagée en deux en cas d’ex-æquo - et bénéficiera de la possibilité d’éditer une version grand public de sa thèse chez L’Harmattan ou Chez Sindbad/Actes Sud.

Les récents docteurs concernés peuvent envoyer leur candidature à l’adresse suivante : prixhamchari@orange.fr

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Brasil/MANIFESTO: COMITÊ PELA CAMPANHA DO ESTADO DA PALESTINA JÁ!

12 julho 2011/Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

O Povo Palestino tem o direito de ter o seu próprio Estado, livre, democrático e soberano! Em 1947, a Organização das Nações Unidas (ONU) criou o Plano de Partilha da Palestina, que resultou na criação do Estado de Israel. Essa iniciativa criou uma tragédia cotidiana para o povo palestino. Mais de 500 vilas e comunidades palestinas foram destruídas. Milhares foram presos, torturados e assassinados.
Palestinos foram expulsos de suas casas e de centenas de cidades. Cerca de 4,5 milhões de refugiados palestinos vivem hoje pelo mundo, sendo que a maioria destes se encontra nas fronteiras da Palestina ocupada, e o Estado de Israel segue negando o direito de retorno para todos. A ocupação militar israelense, com o apoio das potencias ocidentais, avançou e conquistou novos territórios, em Gaza, Cisjordânia, Jerusalém e até mesmo nas terras sírias das Colinas de Golã e no Sul do Líbano.

Caberá a ONU, com base no direito internacional e em suas próprias resoluções, (em especial a 181, de 1947, que reconhece o Estado da Palestina) ratificar e admitir o Estado da Palestina como membro pleno da organização, caso contrário, será conivente com os crimes cometidos pelo colonialismo israelense contra o povo palestino.

Em setembro deste ano, a Organização para a Libertação da Palestina (OLP), reconhecida internacionalmente como única e legítima representante do povo palestino, irá solicitar da ONU a aprovação do Estado da Palestina como membro pleno desta organização.

Enquanto o povo palestino vem insistindo por uma paz justa para o conflito, os sucessivos governos israelenses continuam não cumprindo as inúmeras resoluções da ONU, mantendo nos cárceres mais de oito mil presos políticos, reprimindo violentamente as manifestações pacíficas de palestinos e israelenses que defendem a criação do Estado da Palestina e seguindo na construção do muro do apartheid ou muro da vergonha, um muro que hoje já tem cerca de 500 km de extensão, e que proíbe a livre circulação de pessoas e produtos entre as cidades e vilas palestinas.

Uma paz justa e duradoura pressupõe a criação, de fato, do Estado da Palestina, e a inclusão deste como membro pleno da ONU, com todos os direitos e deveres que tal decisão implica.

Estados Unidos e Israel comandam a oposição sistemática para que os direitos inalienáveis do povo palestino ao retorno e à autodeterminação não sejam cumpridos.

Se a ONU permitiu a incorporação do Estado de Israel como membro pleno, apesar do mesmo não obedecer aos princípios fundamentais da Carta das Nações Unidas, e de violar cotidianamente os direitos humanos, econômicos, sociais, políticos e culturais dos palestinos, é preciso que o Estado da Palestina também tenha o direito de existir plenamente já.

Apoiaremos as mobilizações populares dos palestinos que lutam contra o governo antidemocrático de Israel. Nós, militantes de organizações representativas do povo brasileiro, afirmamos: apoiar o povo palestino é apoiar todos os povos em sua caminhada de paz, justiça e liberdade!

Ouçam as vozes do povo brasileiro: Estado da Palestina Já!

domingo, 26 de junho de 2011

"Israel se prepara para completar la limpieza étnica de los palestinos"

Entrevista al jeque Raed Salah

23 junio 2011, Rebelión http://www.rebelion.org (México)

Original en inglés: Middle East Monitor/Traducido al francés por MR para ISM/Traducido para Rebelión por J. M. y revisado por Caty R.

En una entrevista exclusiva con Middle East Monitor, el líder del movimiento islámico israelí, el jeque Raed Salah, advirtió de que «Los israelíes están sentando las bases de un clima general “adecuado” para la última etapa de la limpieza de los palestinos, que empezó en 1948 y no ha cesado desde entonces».

Salah, a quien los palestinos ven como el guardián de la mezquita de Al-Aqsa dijo que «Jerusalén sufre la continua ocupación israelí y el plan es la ‘judaización’ de Israel. Los lugares santos islámicos y cristianos, las mezquitas, iglesias y cementerios son objetos de ataques constantes».

«Estoy convencido de que las revoluciones árabes redefinirán la causa palestina, aunque algunos han tratado de distorsionar esta definición diciendo que la cuestión palestina concierne únicamente a los palestinos. Las revoluciones han confirmado que la causa palestina es una causa de todo el mundo árabe e islámico en conjunto, así como de todos los que aman la libertad y el humanismo».

Entrevista:

¿Puede describir la situación actual en Jerusalén? ¿Qué ocurre con los palestinos que viven allí, con la mezquita Al-Aqsa y los demás lugares islámicos?

Jerusalén
sufre la ocupación israelí y el plan es la ‘judaización’ de Israel .Los lugares sagrados islámicos y cristianos, mezquitas, iglesias y cementerios, son objeto de ataques constantes.

La mezquita de Al-Aqsa, en particular, se enfrenta a las atrocidades de la ocupación, las excavaciones y demoliciones .Hay una posibilidad muy seria de que las autoridades de ocupación israelíes lleven a cabo sus sueños locos explícitamente anunciados: simplemente, quieren destruir la Mezquita Al-Aqsa y construir un templo en su lugar.

Los sufrimientos de los ciudadanos palestinos bajo la ocupación israelí en Jerusalén son enormes. Padecen restricciones para ganarse la vida, obstáculos para evitar que construyan en su propia tierra, la confiscación de tierras palestinas por parte del municipio de Jerusalén bajo control israelí en condiciones inaceptables.

Viven bajo la amenaza de que confisquen sus documentos de identidad y así verse expulsados de su lugar de nacimiento. Eso es exactamente lo que pasó recientemente a Mohammed Abu Tair, miembro electo del Consejo Legislativo, una amenaza que se cierne sobre todos los demás miembros del Consejo elegidos para representar a los habitantes de Jerusalén , y también le pasó al ex ministro Khaled Abu Arafa.

Los palestinos de Jerusalén sienten que todas las instituciones están en peligro, los organismos sociales, de salud, la educación, la literatura, a pesar de los impuestos recaudados por el municipio y que están obligados a pagar. Estos llamados impuestos son sólo un medio para confiscar las tierras y las casas de los ciudadanos bajo el pretexto de evasión fiscal.

¿Cuáles son las condiciones de vida en los territorios palestinos ocupados por Israel en 1948? ¿Puede describir los desafíos socioeconómicos, legales y políticos que enfrentan debido a la ley israelí y las restricciones que les imponen?


Personalmente, estoy convencido de que la realidad de los territorios de 1948 se puede resumir en tres proyectos que la clase dirigente israelí usa contra la comunidad palestina de 1948.

1.- Los intentos de la clase dirigente israelí para separar a los ciudadanos palestinos del resto de los palestinos árabes e islámicos.

2.- Los intentos de la clase dirigente israelí de desmantelar la sociedad palestina y convertirla en un conjunto de individuos y nada más

3.- Los israelíes están sentando las bases de un clima general "adecuado" para la última etapa de la limpieza de los palestinos, que comenzó en 1948 y no ha parado desde entonces. En primer lugar deportar a personas, luego a grupos y después puede llegar algo más grave.

Todo lo que el establishment israelí pone en práctica contra la sociedad palestina, de la discriminación jurídica y la persecución religiosa hasta la confiscación y erosión cotidianas de sus derechos, forma parte de los tres proyectos mencionados.

Quiero señalar aquí que la clase dirigente israelí da a todas sus decisiones y prácticas una cobertura de manera que todo parece legal, como la confiscación de tierras pertenecientes a palestinos y la destrucción de sus hogares. La dirigencia israelí ha ratificado una serie de leyes para ocultar todos los aspectos de estas injusticias, incluyendo las que se refieren a destruir las casas y pueblos, como ocurrió en todo el desierto del Negev.

El último ejemplo es la ley que permite a las autoridades la retirada de la ciudadanía. En violación de todas las normas internacionales, los israelíes aprobaron una ley que los autoriza a retirar la nacionalidad a los palestinos y expulsarlos de sus casas, y todo esto es perfectamente «legal» en Israel .

¿Qué piensa de las negociaciones? Los negociadores israelíes y la Autoridad Palestina, discutieron la posibilidad de un «intercambio de población» por un «intercambio de tierras» para el establecimiento de un Estado palestino, ¿qué piensa usted sobre esto y qué piensa la población afectada?

Puedo confirmar que todos los movimientos políticos en los territorios palestinos, donde están las masas incluidas, se niegan a aceptar esos intercambios. Los consideran, lo mismo que yo, un plan para expulsar a los palestinos de su tierra y continuar con lo que se inició durante la Nakba sobre el terreno en 1948.

¿Está en contacto con los miembros del equipo negociador de la OLP? En su opinión, ¿cuál sería una solución justa al conflicto?

Tengo relaciones con el Comité de Seguimiento, la Autoridad Palestina y la sociedad palestina en general, con todas sus instituciones y todas sus facciones. En lo que se refiere a la segunda parte de su pregunta, creo que la pregunta en sí misma es injusta para el pueblo palestino. Nos siguen preguntando nuestra opinión sobre la solución, pero al mismo tiempo la ocupación israelí no cesa de judaizar Jerusalén y Cisjordania . En otros términos, a nosotros se nos hace la pregunta de qué pedimos, cuando la realidad de la situación deja sin sentido nuestra respuesta. Por lo tanto digo que cuando exista una oportunidad real para el establecimiento de un Estado palestino, voy a responder a esta pregunta.

El movimiento islámico en Palestina (1948) está compuesto desde hace años de dos facciones, y usted es el líder del movimiento del norte. Los dos movimientos se reunieron recientemente en Israel. ¿Por qué ahora? ¿Qué provocó esta unión? ¿Y qué impacto cree que tendrá sobre los palestinos en Israel?

El movimiento islámico se escindió en 1996 y hemos visto la aparición de dos escuelas de pensamiento. Hoy, sin embargo, ambos grupos van hacia la unificación de la acción y el movimiento islámicos. Los palestinos de Israel recibieron con satisfacción esta unificación, porque creen que esto les dará poder, y no sólo al movimiento islámico.

El movimiento islámico en los territorios palestinos del 48 se estableció en la década de 1970 y pasó por tres etapas:

1.- La etapa de la creación, que terminó con una campaña de arresto por las autoridades israelíes de los miembros del movimiento en 1978.

2.- Tras las detenciones, a mediados de la década de 1980, se fundaron las instituciones locales y la estructura de la organización incluía a todos los miembros del movimiento. Esta etapa terminó con la salida de algunos miembros que decidieron participar en las elecciones de la Knesset israelí y formar parte del proceso político israelí.

3.- La tercera fase vio la expansión del trabajo basado en la educación islámica. El movimiento desarrolló programas educativos y de apoyo que se corresponden con la comprensión de nuestra religión.

Durante este período, el movimiento amplificó su lucha popular, profundizó su participación en las actividades internas de los palestinos y ha puesto en marcha muchos proyectos que han impactado en las vidas de la gente común, ya que entiende y responde a sus muchas inquietudes. El movimiento también empezó a establecer una red de organizaciones y servicios para ayudar a los musulmanes y no musulmanes en el interior de Israel, los comités de la zakat (limosna, ndt), por ejemplo, los comités de reforma y otras instituciones sociales como la Institución Sanad para madres e hijos, y muchas otras.

Desde la década de 1990, el movimiento islámico se ha centrado en las preocupaciones acerca de Jerusalén y la mezquita Al-Aqsa. Tomamos en cuenta la magnitud de la conspiración en contra de Jerusalén , su población y Al-Aqsa y el movimiento islámico decidió crear la Fundación Aqsa, que es muy popular debido a que es el ojo que observa de cerca lo que hace la dirigencia israelí contra nuestros lugares sagrados y la mezquita Al-Aqsa, y difunde alertas sobre los atroces crímenes de la ocupación israelí.

Los levantamientos árabes han llamado la atención de la comunidad internacional y de los medios de comunicación internacionales en los últimos meses, en los que los dictadores y los regímenes han sido derrocados. ¿Cuál es su evaluación de las revoluciones en el norte de África y el Medio oriente? En particular, ¿cree que el cambio de régimen en Egipto tendrá un impacto en Palestina?

Estoy convencido de que las revoluciones árabes redefinirán la causa palestina, aunque algunos han tratado de distorsionar esta definición diciendo que la cuestión palestina sólo concierne a los palestinos. Las revoluciones confirmaron que la causa palestina es una causa del mundo árabe e islámico en su conjunto y la causa de todos los que aman la libertad y el humanismo. Esto significa que las autoridades israelíes de la ocupación saben que hoy no sólo están luchando contra el pueblo palestino, sino también contra todo el mundo árabe, el mundo islámico y humanitario, en tanto y en cuanto continúen negando el derecho del pueblo palestino a establecer un Estado palestino con Jerusalén como capital.

La campaña por el Boicot, Desinversión y Sanciones (BDS) comenzó a tener eco en la comunidad internacional, con los famosos, los parlamentarios y activistas apoyando la campaña. ¿Qué piensa del movimiento BDS y de los activistas internacionales que vienen a Palestina para ayudar a poner fin a la ocupación?

En la actualidad los palestinos saben que las Naciones Unidas reconocieron al Estado de Israel , bajo la condición de que a los refugiados palestinos se les permitiría regresar a su tierra. Sin embargo, está claro que la dirigencia israelí niega el derecho al retorno, lo que significa que no ha cumplido los criterios para su reconocimiento por las Naciones Unidas.

Por lo tanto, la opinión pública de Palestina ha dicho francamente que Israel hizo de sí mismo una entidad nula en todos los conceptos del término. Los palestinos se preguntan por qué Israel se siente con el derecho de exigir que se reconozca su existencia, mientras al mismo tiempo el Estado sionista se niega a reconocer a Palestina . ¿Por qué el reconocimiento se orienta hacia un solo lado? Por tanto, es natural para los palestinos apoyar la campaña BDS, porque está claro que la entidad israelí es una falsa realidad que no debe ser reconocido por otros.

¿Cuál es el significado de su participación en la Flotilla de la Libertad?

Para mí, participar en la Flotilla de la Libertad significa formar parte de una iniciativa mundial en la que gente de todo el mundo, de todos los continentes y de todas las religiones, se une para afirmar que ya es hora de levantar el asedio de Gaza, que es momento de que Gaza viva en libertad e independencia y de que goce de la plena soberanía de sus aguas territoriales, su tierra y su cielo, como un paso hacia el establecimiento de un Estado palestino con Jerusalén como su capital.

Al mismo tiempo, la participación en la Flotilla de la Libertad para nosotros, los palestinos de los territorios ocupados en 1948, conocidos como " Israel ", un retorno a nuestras raíces, donde algunos han tratado de separarnos. Renovamos nuestros canales de comunicación entre nosotros mismos y nuestras relaciones entre palestinos, árabes, islámicos y humanitarios.

Original en inglés: Middle East Monitor
Traducido al francés por MR para ISM
Fuente: http://www.ism-france.org/analyses/Raed-Salah-Israel-se-prepare-a-finaliser-le-nettoyage-ethnique-des-Palestiniens-article-15709

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Brasil: Lançada em São Paulo campanha pelo Estado da Palestina já

21 Junho 2011, Vermelho (Brasil)

Entidades do movimento social brasileiro, associações da comunidade árabe e palestina no Brasil e partidos de esquerda realizaram na noite da última segunda-feira (20) em São Paulo, na sede nacional do PCdoB, uma reunião em que lançaram a campanha “Pela Criação do Estado da Palestina Já!” Como convidado de honra participou do encontro o embaixador da Autoridade Nacional Palestina no Brasil, Ibrahim al-Zeben.

As organizações presentes eram PCdoB, PT, MST, CUT, CTB, UJS, Cebrapaz, Comissão Pastoral da Terra, Fearab, Fepal, Portal Arabesq, Portal Vermelho, Sociedade Palestina de São Paulo, Sociedade Palestina de Uruguaiana, Comunidade Maronita Libanesa El Marada e Partido Comunista Libanês. O deputado estadual Adriano Diogo (PT-SP) também compareceu à sede do PCdoB para levar apoio à causa palestina.

As entidades organizarão no mês de novembro uma convenção nacional de solidariedade com a Palestina, cuja preparação envolverá uma série de ações, entre elas um seminário de aprofundamento e estudo no mês de julho.

Para o embaixador Ibrahim al-Zeben, “as organizações do movimento social brasileiro e os partidos presentes mais uma vez abrem os olhos da militância para os problemas da Palestina, mais uma vez os nossos amigos do Brasil dão a cara e brindam suas mãos e seu coração em apoio à Palestina”.

Ele explicou porque agora a questão palestina emerge com tanta força, a ponto de ser submetida às Nações Unidas: “Estamos melhor que antes, com a perspectiva de restaurar a unidade nacional e transformar a OLP”. Segundo sua análise, a “Primavera Árabe” abriu as portas e ajudou o Fatah e o Hamas a se darem conta da situação e reconstruíssem a unidade nacional. O representante da ANP no Brasil lembrou Yasser Arafat que dizia que o povo é mais avançado que as lideranças. “As massas disseram ‘chega´ de divisão e pediram a unidade nacional para já”, pontuou AL-Zeben, que defendeu também a necessidade de criar em breve “um governo representativo de todos os palestinos”.

O embaixador não poupou críticas ao governo israelense, “cada vez mais intransigente e negativo em relação aos direitos dos palestinos”. Ele fez o balanço de 15 anos de negociações, chegando à conclusão de que “os palestinos tudo fizeram, mas houve uma constante negativa por parte do governo de Israel”. O embaixador destacou ainda o papel positivo da diplomacia brasileira.

Ibrahim al-Zeben anunciou que a ANP vai tomar posições importantes nas próximas semanas: “Vamos solicitar assento como membro pleno da ONU. A solicitação vai ser feita pela Liga Árabe”. Sabendo que será uma luta difícil e complexa para fazer valer a decisão palestina nas instâncias da ONU, AL-Zeben disse que mais do que nunca seu povo necessitará do apoio da comunidade internacional. “Acreditamos no apoio do Brasil e consideramos que este precisa do apoio do movimento popular”.

A reunião foi unânime no apoio à reivindicação de criar o Estado da Palestina já.

(Da redação)

terça-feira, 31 de maio de 2011

L’ETAU ARABE SE RESSERRE

31 mai 2011, Association France Palestine Solidarité http://www.france-palestine.org

Renée-Anne Gutter

L’Egypte a rouvert sa frontière avec Gaza. Et la Ligue arabe va entreprendre les démarches pour la reconnaissance d’un Etat palestinien.

L’étau arabe se resserre autour d’Israël. Comme promis par ses nouveaux dirigeants, l’Egypte a officiellement rouvert sa frontière avec Gaza. Ce qui, à l’inquiétude d’Israël, scelle la détermination de l’Egypte à légitimer le Hamas (qui contrôle Gaza) et à promouvoir la réconciliation du Hamas avec le Fatah, de façon à ramener les islamistes dans le giron de l’Autorité palestinienne de Mahmoud Abbas.

Car c’est avec l’accord du raïs Abbas que s’est rouvert samedi le poste frontalier de Rafah. L’Autorité palestinienne en avait été chassée à la suite du putsch du Hamas à Gaza en 2007. La mission d’encadrement douanier de l’Union européenne (EUBAM) avait alors quitté Rafah, et l’Egypte avait fermé la frontière de son côté, ne la rouvrant plus que de façon épisodique. EUBAM est restée en "stand by" depuis lors, prête à reprendre du service dès que sollicitée. Mais le Hamas l’a précisé dimanche : il ne veut plus d’observateurs étrangers à Rafah, son propre contrôle et celui de l’Egypte suffisent.

L’Egypte maintient d’ailleurs des limitations. Le terminal de Rafah est désormais ouvert quotidiennement, sauf jours féries, sans aucune restriction pour les femmes, enfants et hommes de plus de 40 ans. Mais les hommes de 18 à 40 ans doivent se munir au préalable d’un visa égyptien, délivré à Ramallah ou Gaza, si c’est pour sortir de Gaza, ou à l’étranger si c’est pour entrer à Gaza. Et même sous le nouveau régime, Le Caire garde une liste noire de Palestiniens indésirables. L’entrée et la sortie de marchandises sont interdites elles aussi. N’empêche, pour les Gazaouis, c’est une sérieuse bouffée d’air.

Et pour de nombreux commentateurs ici, Israël pourrait en tirer profit. Selon les experts, la réouverture du terminal de Rafah n’augmente pas énormément la menace sécuritaire. De toute façon, en dépit du siège israélien, armes et activistes s’infiltrent à Gaza via le réseau de tunnels qui la relie au Sinaï égyptien. Même le mur que l’Egypte du président Moubarak avait tenté de construire sous Rafah est resté inefficace. Par contre, la réouverture du terminal - qui fissure sensiblement le siège israélien - pourrait permettre à Israël de se désengager davantage de Gaza et de reporter une partie des responsabilités locales sur l’Egypte. Mais dans l’immédiat, le gouvernement Netanyahou reste braqué sur le gain politique et terroriste que l’Egypte, selon lui, octroie au Hamas.

Autre contrariété pour Israël : la Ligue arabe a annoncé samedi qu’elle allait non seulement soutenir le recours des Palestiniens à l’Onu en septembre pour la reconnaissance d’un Etat souverain, mais compte elle-même entreprendre "les démarches légales" à cet effet. Selon son Comité de suivi, qui s’est réuni au Qatar en présence de Mahmoud Abbas, la Ligue va œuvrer à la fois auprès de l’Assemblée générale et du Conseil de sécurité. Car le président de l’Assemblée, le Suisse Joseph Deiss, a souligné que l’Etat palestinien ne pourrait être reconnu sans l’appui du Conseil de sécurité. Et là, la requête palestinienne risque de buter sur le veto américain.

Mais les Palestiniens brandissent déjà la parade. Selon leur négociateur en chef, Saèb Erekat, en cas de veto américain, ils recourront à la résolution 377. Intitulée "Union pour le maintien de la paix", cette résolution prise par l’Assemblée générale en 1950 rogne les ailes du Conseil de sécurité. Elle stipule que "dans tout cas où paraît exister une menace contre la paix [ ] et où, du fait que l’unanimité n’a pu se réaliser parmi ses membres permanents, le Conseil de sécurité manque à s’acquitter de sa responsabilité principale dans le maintien de la paix et de la sécurité internationales", l’Assemblée générale peut se saisir de la question. Et à en croire des responsables de l’OLP, certains pays européens qui seraient réticents à reconnaître l’Etat palestinien, soutiendraient néanmoins la mise en œuvre de la résolution 377. Alors que le gouvernement Netanyahou compte précisément sur la fermeté de l’Europe pour torpiller le projet unilatéral des Palestiniens [1].

[1] L’Espagne vient de déclarer qu’elle reconnaîtra l’Etat de Palestine avant septembre. Voir, en anglais, PNN :

http://english.pnn.ps/index.php?opt...
publié par la Libre Belgique
http://www.lalibre.be/actu/internat...