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sexta-feira, 28 de setembro de 2012

NETANYAHU ROSNA, NA ONU, CONTRA O IRÃ

27 setembro 2012/ EDITORIAL Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)
Deu o previsto: o discurso do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, na Assembleia Geral da ONU foi recheado de ameaças contra o Irã e da rejeição a qualquer iniciativa de paz no Oriente Médio.

Netanyahu tentou subir o tom e propôs o estabelecimento de uma “linha vermelha” para conter o projeto nuclear iraniano. Parodiando o Coelho, de Alice no País das Maravilhas, repetiu: "Está ficando tarde, muito tarde", para conter o Irã. Uma obsessão agressiva que se traduziu ainda em reclamações contra a campanha pelo reconhecimento do Estado da Palestina.

Netanyahu agitou o fantasma, adequado para as temerosas mentes conservadoras do Ocidente, de um Irã distribuindo armas nucleares a terroristas. Justificou com essas repetidas alegações absurdas o discurso agressivo que, mesmo dentro de seu governo, não encontra consenso absoluto mas enfrenta resistências de alguns setores, como ficou claro recentemente com o vazamento à imprensa de debates da intimidade da administração de Israel.

Mas ele insiste, ameaçador: "Diante de uma linha vermelha clara, o Irã cederá", assegura, dizendo que o "futuro do mundo está em jogo".

O governo de Teerã tem repetidas vezes garantido a finalidade pacífica de seu programa nuclear, embora Israel, Estados Unidos e União Europeia acusem o país do objetivo de construir um arsenal nuclear. Movem dura e ameaçadora campanha contra o Irã que só não se traduziu, ainda, em ações de agressão contra o país devido a alguns fatores. Entre eles a resistência de algumas grandes nações como Rússia, China e Brasil, e a própria e crescente capacidade militar (convencional) que o Irã vem demonstrando em sucessivos testes e manobras de treinamento.

Outro fator, que não pode ser desprezado, é o isolamento internacional de Israel, e de Netanyahu em particular. Isolamento sinalizado pela frieza com que foi tratado, nesta viagem a Nova York, por Barack Obama (que não abriu espaço na agenda para um encontro com ele) e, também, pela ovação com que o dirigente palestino Mahmud Abbas foi recebido ao discursar na Assembleia Geral e propor o reconhecimento da Palestina como Estado (não-membro) das Nações Unidas.

Netanyahu age como um brigão de rua disposto a distribuir ultimatos para atemorizar seus adversários. E recebeu, de certa forma, uma reprimenda pública do secretário de Defesa dos EUA, Leon Panetta, que recentemente justificou sua oposição a um ultimato contra o Irã lembrando que chefes Estado não agem dessa maneira que pode voltar-se também contra o autor da ameaça.

A retórica dos EUA, a pouco mais de um mês antes da eleição presidencial de novembro que vai definir o destino do presidente Obama, tem sido ambígua ante um adversário com poder de fogo considerável e capacidade de reação cujos efeitos podem se espalhar pelo mundo. Um exemplo é a ameaça, real, de fechamento do estreito de Ormuz em consequência de um ataque ao Irã, e que poderá cavar ainda mais o buraco econômico em que os países ricos sobretudo estão medidos.

Mesmo assim, o discurso de Barack Obama, na terça-feira (25), na mesma Assembleia Geral que acaba de ouvir Netanyahu, também foi ameaçador. Embora tenha se oposto à imposição de um ultimato contra Teerã, Obama, que fez acenos ao mundo árabe, de certa forma antecipou o conteúdo do discurso do primeiro-ministro de Israel dizendo que o tempo para o Irã colaborar "não é ilimitado".

Os discursos na Assembleia Geral são feitos por chefes de Estado perante chefes de Estado, e constituem um termômetro da situação do mundo. Neste sentido, o pronunciamento do governante de Tel Aviv não inovou mas confirma uma disposição agressiva que, em defesa de sua própria política opressiva contra os palestinos e contra os povos do Oriente Médio, não recua ante a ameaça muito maior, a ameaça de um conflito armado generalizado que pode decorrer de um ataque contra o Irã.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Israel destrói solução de dois Estados, diz deputada palestina

14 agosto 2012, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

Israel está destruindo a solução de dois Estados, com sua política expansionista de estabelecimento de colônias em Jerusalém, disse na segunda-feira (14) Hanan Ashrawi, parlamentar e membro do Comitê Executivo da Organização de Libertação da Palestina.

Falando para representantes diplomáticos e jornalistas em Jerusalém, Ashrawi atacou a política de Israel em Jerusalém Oriental ocupada dizendo que esta viola o direito internacional.

"O governo extremista israelense está realizando uma política de limpeza étnica”, acrescentou. Segundo a parlamentar, essas ações praticadas pelos sionistas israelenses violam acordos assinados e convenções internacionais.

A ativista da OLP afirmou também que "sem Jerusalém como capital da Palestina, não haverá Estado palestino, e sem um Estado palestino, não haverá paz nem estabilidade na região".

Ela apelou à comunidade internacional para apoiar a reivindicação palestina de constituir o Estado independente e para impedir as medidas israelenses que estão destruindo todas as chances para a paz e a estabilidade.

"Israel é responsável pela ocupação ilegal da Palestina e pelas inúmeras violações unilaterais do direito internacional e humanitário. Os palestinos vão persistir nos seus esforços para conquistar o status de Estado, seja no Conselho de Segurança ou na Assembleia Geral da ONU ", disse ela.

"Nós nos reservamos o direito de empreender meios diplomáticos e não-violentos para aproximar as agências da ONU e outras organizações a fim de concretizar a adesão às Nações Unidas. Mesmo que o calendário ainda não tenha sido estabelecido, estamos coordenando nossos esforços com os países árabes e muçulmanos, bem como com a comunidade internacional pelo reconhecimento do Estado palestino ", acrescentou.

A parlamentar terminou afirmando que é de extrema importância que a comunidade internacional ajude a salvar a Palestina das garras do unilateralismo israelense e tenha a vontade política de adotar medidas concretas para pôr fim imediato à ocupação militar da Palestina. (Agência Wafa)


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Israelense mata duas palestinas e é condenado a 45 dias de prisão

13 agosto 2012, Vermelho http://www.vermelho.org.br (Brasil)

Depois de terem sua casa destruída por um tanque israelense, Riyeh Abu Hajaj e sua filha, Majda, procuraram abrigo em outro edifício da Faixa de Gaza junto com um grupo de 30 pessoas também desalojadas. As mulheres palestinas carregavam uma bandeira branca quando foram assassinadas por um soldado israelense, que atirou no grupo enquanto caminhavam.

A história aconteceu durante o massacre de 2008 e 2009 na Faixa de Gaza, que matou 1,4 mil palestinos e 13 israelenses em apenas três semanas. Mencionado pelo relatório das Nações Unidas sobre o conflito, o caso figura entre os mais notáveis crimes de guerra cometidos pelo exército de Israel.

O tribunal das Forças Armadas de Israel condenou, no entanto, o ex-artilheiro a apenas 45 dias de prisão por “uso ilegal de arma” neste domingo (12), segundo o jornal norte-americano Global Post.

Conhecido como “sargento S”, o antigo militar se livrou das acusações de homicídio culposo, onde não há intenção de matar, depois de um acordo judicial no qual admitiu ter disparado contra o grupo sem permissão de seus superiores. Sua defesa argumentou que não existiam provas conclusivas para mostrar que seu cliente atirou contra as palestinas.

Em uma declaração da época do incidente, o exército israelense disse que a denúncia estava baseada em evidências de que o então soldado “mirou deliberadamente em um indivíduo dentro de um grupo que acenava bandeiras brancas sem ter sido autorizado ou ordenado a atirar”, informou o jornal The Guardian.

“Se a promotoria militar aceitar o pedido apresentado pelos advogados do soldado, de que não há conexão entre o disparo que ele admitiu fazer e o assassinato de mão e filha palestinas, isso significa que a investigação deste incidente nunca foi concluída”, disse a organização israelense de direitos humanos B’T Selem em um comunicado neste domingo (12).

O atirador foi o único militar israelense que enfrentou um processo judicial por abusos praticados durante a guerra de 2008 e 2009 na Faixa de Gaza, segundo o Global Post. (Fonte: Opera Mundi)

sexta-feira, 2 de março de 2012

Acto de boicot a Noa en el Teatro Lope de Vega de Sevilla

3 Marzo 2012, Rebelión http://www.rebelion.org (México)

COA

Un grupo de activistas realizaron una acción de protesta a la entrada del teatro Lope de Vega, en Sevilla, en la noche del martes 28 de febrero en la puerta del edificio donde se celebraba el concierto de la cantante israelí para informar a las personas asistentes de las implicaciones de la artista con el régimen sionista del estado de israel.

Los activistas desplegaron una bandera palestina gigante que consiguió formar una pasillo de entrada hacia el teatro, dónde fueron recogiendo folletos informativos sobre la campaña de Boicot.

El acto de protesta estaba motivado por la campaña de Boicot, Sanciones y Desinversiones (BDS) contra Israel, que desde sus inicios en 2005 tiene como misión recordarnos que es una obligacion para todos y todas no aceptar la convivencia normalizada con ninguna de las instituciones y personas que representan al estado de israel.

Pese a la rectificación de algunas palabras de Noa, en 2009, sigue sin condenar la matanza de más de 1.500 palestinos que Israel llevó a término en Gaza la navidad de 2008 y no pide el levantamiento del bloqueo a la Franja. Por este motivo, y siendo coherentes con los principios del PACBI, no se puede excluir que Noa se vea afectada por alguna acción general en el marco de la campaña internacional del BDS.

Adjuntamos el manifiesto distribuido entre los asistentes al concierto:


“Sevilla, 28 de Febrero de 2012 a las 20:30

Buenas noches,

Nos gustaría exponerles algunos hechos que pueden ser de vuestro interés y que sirven para contextualizar la actuación de esta noche de “NOA” en este teatro. Noa es sin duda una gran cantante que desafortunadamente representa a un estado conocido mundialmente por la vulneración, flragante y diaria de todas las convenciones, tratados y pactos internacionales existentes en el campo de los derechos humanos[1], al margen de las más de 70 resoluciones incumplidas realizadas por el Consejo de Seguridad de la ONU, la Asamblea General y la Comisión de Derechos Humanos[2]. Todo esto es ignorado por Israel, Estado al que representa NOA y al cual apoya incondicionalmente.

Es tal el comportamiento de dicho Estado que las víctimas de semejante proceso de destrucción –EL DEL PUEBLO PALESTINO- clama que la sociedad civil HAGA ALGO, pues de lo contrario simplemente no resistirán más y serán literalmente exterminados.

Este HACER significa emular lo que ya sabemos que sí ha funcionado: el Boicot al régimen Sudafricano de Apartheid. Hoy, profesores, escritores, cineastas y ONG palestinas han convocado un boicot académico y cultural de Israel que pueda llevar al fin esta violencia desmedida contra un pueblo indefenso. La campaña de Boicot, Sanciones y Desinversiones (BDS) contra el Estado de Israel tiene como misión recordarnos que es una obligación para todos y todas no aceptar la convivencia normalizada con ninguna de las instituciones y personas que representan al Estado de Israel.

Denunciar la actuación de Noa nos hará sentir menos cómplices con el sufrimiento de los miles y miles de palestinas que -sean cantantes, músicos, poetas, pintores, actores o simplemente mujeres u hombres, niñas o niños- no pueden ni siquiera vivir…, y qué menos que ser sus voces para reclamar simplemente lo que según la LEY LES CORRESPONDE.

QUIEN NO HACE NADA ANTE LA VIOLENCIA, ES UN COMPLICE DEL AGRESOR

PALESTINA TIENE QUE SER LIBRE,

Y NO CALLAREMOS HASTA CONSEGUIRLO


[1] Convención contra la tortura (1985), Convenciones de la Haya (1899 y 1907), I, II, III y IV Convenciones de Ginebra (1929 y 1949), Declaración Universal de los Derechos Humanos (1948), Convención sobre el Estatuto de Refugiados (1951), Pacto Internacional de Derechos Civiles y Políticos (1966), Pacto Internacional de Derechos Económicos, Sociales y Culturales (1966), Convención contra la Tortura y Otros tratos o Penas Crueles, Inhumanas o Degradantes (1984), Convención de los Derechos del Niño (1990), el Estatuto de Roma de la Corte Penal Internacional (1998), Opinión Consultiva de la Corte Internacional de Justicia (2003) referida al caso del Muro en los Territorios Palestinos Ocupados, Convención de Municionesde Racimo (2008)

[2] 68 Resoluciones incumplidas del Consejo de Seguridad de la ONU, y decenas de resoluciones de la Asamblea General y del Consejo de Derechos Humanos de la ONU.”


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

ADMISSION DE LA PALESTINE A L’ONU - LETTRE AUX PRESIDENTS DE REGIONS DE FRANCE METROPOLITAINE

23 février 2012, Association France Palestine Solidarité http://www.france-palestine.org (France)

Paris le 21 février 2012

Monsieur le Président,

Le 23 septembre 2011, le Président de l’Organisation de Libération de la Palestine, Monsieur Mahmoud ABBAS a remis solennellement à Monsieur Ban Ki-moon, Secrétaire général de l’ONU une demande d’admission de l’État de Palestine aux Nations Unies.

Le discours qu’il a prononcé à cette occasion devant l’Assemblée Générale a eu un retentissement international

Depuis cette date, si l’adhésion à l’UNESCO a été prononcée avec un vote positif de la France, la question de l’admission à l’ONU est toujours en suspens et l’OLP maintient sa demande d’admission en tant qu’État à part entière, dans les frontières de 1967 avec Jérusalem-Est comme capitale selon les résolutions de l’ONU.

Cette question est de la plus grande importance.

Sans résoudre naturellement toutes les questions auxquelles sont confrontés les peuples pales-tinien et israélien, cela permettrait, et ce serait considérable, d’amorcer politiquement une sortie de l’impasse actuelle des "négociations" impossibles et stériles en posant l’ensemble des para-mètres d’une négociation future, entre deux États, sur des bases clairement édictées par la communauté internationale et non plus de manière unilatérale.

La France en tant que membre permanent du Conseil de Sécurité a, nous le pensons, un rôle d’entraînement à jouer.

Malheureusement, à ce jour, le gouvernement français a fait part de son intention de ne pas voter positivement pour cette admission en renvoyant les parties à des négociations préalables. Celles-ci viennent de se tenir et ne débouchent sur rien du fait de la colonisation israélienne illégale, en particulier à Jérusalem-Est. Les Chefs de mission des 27 pays membres de l’UE ont souligné ce point avec une certaine gravité.

Le droit d’avoir un État est un droit fondamental pour le peuple palestinien - 64 ans après que l’État israélien ait été créé et reconnu - et la pleine réalisation de ce droit ne saurait être indéfiniment subordonné à l’aboutissement de négociations bilatérales impossibles - une longue expérience le montre - avec la puissance occupante.

Il nous paraît indispensable de mobiliser toutes les forces démocratiques, soucieuses de l’application du droit, pour conduire le gouvernement français à revoir sa position. A l’Assemblée nationale comme au Sénat les groupes socialistes, en particulier, ont déposé des résolutions en ce sens qui sont limpides.

C’est dans ce sens que nous souhaitons que votre Assemblée soumette au débat et au vote de ses membres un vœu appelant la France à reconnaître l’État de Palestine et à donner une suite favorable à la requête de l’OLP pour son admission à l’ONU.

À titre d’information, nous vous indiquons qu’à notre connaissance, trois Conseil régionaux ont pris une délibération dans ce sens : Pays de la Loire, Franche-Comté et Poitou-Charentes.

Dans l’attente de votre réponse que nous espérons positive,
Nous vous prions d’agréer, Monsieur le Président, l’expression de notre considération distinguée.

Jean-Claude Lefort
Président


quarta-feira, 30 de novembro de 2011

RAPPORT DU COMITE D’ADMISSION A L’ONU : LA PALESTINE OCCUPE-T-ELLE ISRAËL ?

28 novembre 2011, Association France Palestine Solidarité (AFPS) http://www.france-palestine.org (France)

Jean-Claude Lefort, Président de l’AFPS

Il est particulièrement intéressant de lire le « Rapport du Comité d’admission des nouveaux membres sur l’admission de la Palestine à l’Organisation des Nations Unies » rendu public le 11 novembre dernier.

Si ce texte de trois pages et demie mentionne les différentes positions qui se sont exprimées en son sein, il ne cite aucun Etat en particulier. Mais à sa lecture, on reconnaît facilement qui a dit quoi et qui pense quoi. Ne retenons ici que deux points.

Au point 7, il est question de savoir si la reconnaissance de la Palestine à l’ONU est contradictoire avec les négociations – thèse soutenues par plusieurs pays, dont la France. Un argument très important, nodal, est mis en évidence en contrepoint. Il a été en effet déclaré que : « La reconnaissance de la Palestine ne pouvait et ne devait pas être subordonnée à l’issue des négociations entre Palestiniens et Israéliens ; dans le cas contraire, cette reconnaissance dépendrait de l’approbation d’Israël, ce qui reviendrait à accorder à la Puissance occupante un droit de veto sur le droit du peuple palestinien à l’autodétermination, un droit que l’Assemblée générale avait déclaré inaliénable en 1974. »

C’est là en effet le cœur du problème. Pourquoi faudrait-il donc vouloir attendre – toujours attendre – que des négociations aboutissent pour que le droit soit respecté par tous les membres du Conseil de sécurité ? Cela laisse du temps à Israël pour pratiquer la politique du fait accompli qu’on admet dans certaines capitales.

Il est toujours choquant, par exemple, de lire que tel pays se déclare pour deux Etats sur la base des frontières de 1967 avec Jérusalem-Est comme capitale de la Palestine et de voir ajouter aussitôt ce membre de phrase : « sous réserve d’échanges de territoires mutuellement agréés. » Mais de quoi se mêle-t-on ? Cette question c’est d’abord et avant tout l’affaire des Palestiniens, sauf à accepter que le droit soit bafoué et les Palestiniens soient dépossédés de leur souveraineté sur l’ensemble du territoire qui leur est dévolu. Tout cela aboutit au refus de voter pour l’admission de la Palestine à l’ONU car le droit est nié en son fondement et les Palestiniens sont méprisés. A croire que c’est la Palestine qui occupe Israël et qu’elle devrait en être punit.

A l’inverse, si l’Etat palestinien est admis à l’ONU sur la base du droit, on sait, nous en avons parfaitement conscience, que cela ne changera strictement rien sur le terrain. Par contre on placerait ainsi enfin la communauté internationale au centre de ces négociations, mettant ainsi un terme à l’hypocrisie et à l’impasse totales des discussions bipartites, sous tutelle américaine de surcroît. Et on placerait aussi d’emblée ces négociations sur ses vraies bases : le droit hors lequel il ne peut y avoir de paix et de justice.

Israël ne veut pas de cette perspective qui met à mal son rêve fou et dangereux qui l’habite encore, le « Grand Israël ». Il ne veut pas la paix à ces conditions mais uniquement aux siennes, ce qui est impossible. On ne peut manquer de constater – et chacun devrait en tirer des conclusions – qu’une hostilité incroyablement marquée et sanctionnée se manifeste pour empêcher cette admission de la Palestine à l’ONU. Tout Etat responsable comme tout militant de la paix attaché aux droits des Palestiniens devraient prendre en compte ces faits politiques qui sont loin d’être seconds.

La position française à l’ONU fait obstacle à la paix car elle est contraire au droit. Elle fait du même coup obstacle à l’idée de négociations sur des bases nécessairement nouvelles.

La seconde chose que l’on peut noter, au point 18 de ce rapport, concerne la volonté pacifique de l’Etat qui fait une demande d’admission à l’ONU. Le Comité d’admission souligne que la volonté palestinienne est claire de ce point de vue et que cela est indiscutable. D’autres affirment, pour s’opposer, que « le Hamas n’a pas accepté ces obligations. » Là encore, et ce n’est pas prendre parti pour les actions du Hamas, c’est à tomber à la renverse devant tant d’insolence et de mépris des réalités. Encore une fois : est-ce la Palestine - ou bien le Hamas - qui occupe Israël ? Est-ce bien parce qu’il y a occupation et colonisation israéliennes qu’il y a réaction ? La réponse à cette question est limpide pour quiconque est honnête.

Autrement dit, en prenant en compte que ces deux points, on voit que ceux qui refusent l’admission de la Palestine à l’ONU ne sont, ni plus ni moins, que les tenants d’une thèse qui n’est pas seulement absurde, mais aussi suicidaire. C’est un non sens que de vouloir espérer faire supporter sur le dos des Palestiniens des responsabilités qui incombent uniquement à l’occupant. Tout peuple a sa dignité.
Grave, encore une fois, est la position française qui se refuse à cet acte de droit et de paix et qui se réfugie dans une proposition qui révèle un singulier manque de courage politique : la Palestine comme Etat non-membre et sans droit de saisine de la Cour pénale internationale.

Mais ce n’est pas fini. Il y a un gouffre entre la volontés des autorités françaises et celle de l’opinion publique qui plébiscite littéralement l’admission de la Palestine à l’ONU dans les frontières de 1967. Il s’agit de faire pression sur notre gouvernement afin que la France joue un rôle dans cette région du monde. Car nous avons aussi une haute idée de la France.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Brasil celebra Dia Internacional de Solidariedade à Palestina

28 novembro 2011/Vermelho http://www.vermelho.org.br/

Nesta terça-feira (29) é celebrado o Dia Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino. Serão realizados eventos em vários estados e municípios brasileiros para marcar a data. As comemorações em São Paulo acontecem nesta segunda-feira (28) em ato na Assembleia Legislativa do estado. No Rio de Janeiro e em Florianópolis, a homenagem ao povo palestino será realizada na terça-feira (29). A capital federal realizará um ato com o mesmo fim no dia 1º de dezembro.

O dia foi criado pela ONU em 1977. Os estados de São Paulo, Mato Grosso, Ceará, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Bahia, além das cidades de Florianópolis (SC), Porto Alegre (RS), Campinas (SP), São Borja (RS), Santa Maria (RS), Quarai (RS), Acegua (RS), Pelotas (RS) e Marília (SP), instituíram, por meio de lei, o Dia de Solidariedade.

Histórico
Em 1977, a Assembleia Geral do ONU pediu que fossem celebrados todos os anos, no dia 29 de novembro (resolução 32/40 B), o Dia Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino. Com efeito, foi nesse dia que, no ano de 1947, a Assembleia Geral aprovou a resolução sobre a divisão da Palestina [resolução 181 (II)].

No dia 3 de dezembro de 2001, a Assembleia tomou nota das medidas adotadas pelos estados membros para celebrar o dia e pediu-lhes que continuassem a dar a essa manifestação a maior publicidade possível (resolução 56/34). Reafirmando que as Nações Unidas têm uma responsabilidade permanente no que se refere à questão da Palestina, até que se resolva satisfatoriamente, no respeito pela legitimidade internacional, a Assembleia autorizou, no dia 3 de dezembro de 2001, o Comitê para o Exercício dos Direitos Inalienáveis do Povo Palestino a continuar a promover o exercício de tais direitos, a adaptar o seu programa de trabalho em função dos acontecimentos e a insistir na necessidade de mobilizar a ajuda e o apoio ao povo palestino (resolução 56/33).

Foi solicitado ao Comitê que continuasse a cooperar com as organizações da sociedade civil palestina e outras, a fim de mobilizar o apoio da comunidade internacional a favor da realização, por parte do povo palestino, dos seus direitos inalienáveis e de uma solução pacífica para a questão da Palestina, e que envolvesse mais organizações da sociedade civil no seu trabalho.

Em 1947 a ONU era integrada por 57 países e o ambiente político era completamente dominado pelos EUA, que fizeram pressão sobre as pequenas nações. Com 25 votos a favor, 13 contra e 17 abstenções e, sem o consentimento dos legítimos donos da terra – o povo palestino, foi decidida a divisão da Palestina. A resolução de nº 181 determinou a divisão da Palestina em dois Estados: o Palestino e o Israelense. Na partilha do território, 56% da área caberiam aos israelenses que, na fundação de seu Estado, ocuparam 78% do espaço e se valeram da força para promover a expulsão dos palestinos de seus lares e terras – que se refugiaram em acampamentos na Cisjordânia, Gaza, Líbano, Jordânia e Síria. Em 1967, Israel ocupou o restante do território que a divisão da ONU destinara à construção do Estado Palestino.

A efetivação do Estado Palestino independente, com capital em Jerusalém, e o retorno dos refugiados (Resolução 194 da ONU) são questões cruciais à construção de uma paz verdadeira no Oriente Médio, que precisa ser justa e respeitada para ser duradoura.

Agenda

São Paulo – SP
Ato Público e Sessão Solene
Dia: 28 de novembro de 2011 (segunda-feira)
Hora: 20 horas
Local: Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo
Av. Pedro Álvares Cabral, 201, São Paulo – SP

Rio de Janeiro
Ato Público na Cinelândia: Fora Sionismo da Palestina e Tire as garras da Síria
Dia: 29 de novembro
Horário: 17 horas
Organização: Comitê de Solidariedade à Luta do Povo Palestino do RJ e Comunidade Síria

Florianópolis – SC
Sessão Solene
Dia: 29 de novembro de 2011 (terça-feira)
Hora: 19 horas
Local: Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina
Palácio Barriga Verde - Rua Doutor Jorge Luz Fontes, 310, Centro - Florianópolis – SC

Santa Maria - RS:
Sessão Solene
Dia: 29 de novembro de 2011 – terça-feira
Hora: 19 horas
Local: Câmara de Vereadores
Rua Vale Machado, 1415 Santa Maria - RS

Brasília:
Sessão Solene em comemoração ao “Dia do Povo Palestino”
Dia: 1º de dezembro de 2011 (quinta-feira)
Hora: 19 horas
Local: Câmara Legislativa do Distrito Federal
SIG QD 02 LOTE 5
PRAÇA MUNICIPAL – DF

Da Redação

domingo, 20 de novembro de 2011

Le Parlement européen invite les USA et l’UE à reconnaître l’État palestinien

19 novembre 2011,Association France Palestine Solidarité (AFPS) http://www.france-palestine.org (France)

L’Orient le Jour et agences

Le Parlement européen a demandé hier aux États-Unis et à l’Union européenne de « répondre à la demande légitime des Palestiniens d’être représentés en tant qu’État aux Nations unies », dans une résolution adoptée à main levée dans la perspective du sommet Europe/États-Unis du 28 novembre.

Le Parlement avait déjà demandé aux 27 gouvernements européens « d’être unis » dans ce dossier, lorsque la demande a été déposée auprès de l’ONU le 23 septembre par le président de l’Autorité palestinienne Mahmoud Abbas, sans grand espoir de réussite compte tenu du veto américain. Les pays européens restent quant à eux divisés sur la question.

La résolution adoptée hier par le Parlement européen appelle en outre les États-Unis et l’UE à faire pression sur le gouvernement israélien pour qu’il revienne sur les mesures de rétorsion prises en réponse à l’adhésion de la Palestine à l’Unesco (Organisation des Nations unies pour l’éducation, les sciences et la culture).

Le Premier ministre israélien Benjamin Netanyahu a en effet décidé le 1er novembre d’accélérer la construction de 2 000 logements dans les colonies de Jérusalem-Est et de Cisjordanie occupée, et de geler provisoirement les transferts de fonds aux Palestiniens, après leur admission à l’Unesco le 31 octobre. Les fonds gelés, d’un montant d’environ 50 millions de dollars par mois, correspondent au remboursement des droits de douane et de TVA prélevés sur les produits destinés aux Palestiniens qui transitent par les ports et aéroports israéliens. Ils assurent 30 % du budget de l’Autorité palestinienne et permettent de payer 140 000 fonctionnaires palestiniens.

http://www.lorientlejour.com/numero...

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

PALESTINA EN LA UNESCO

12 al 18 de noviembre 2011, La Jiribilla -- Revista de Cultura Cubana
http://www.lajiribilla.cu (Cuba)

Lo que EE.UU. e Israel no aceptan, es la identidad cultural del pueblo palestino

Ernesto Gómez Abascal

Desde finales del siglo XIX y principios del XX, los fundadores del sionismo, proclamaban: “Palestina es una tierra sin pueblo”, y con este argumento, iniciaron un movimiento internacional para, basándose en citas bíblicas, promover la emigración hacia allí de población judía de todos los rincones del mundo. Hasta entonces, el concepto de “judío” tenía fundamentalmente, una connotación religiosa y cultural, no nacional. El sionismo, utilizando textos del Antiguo Testamento de la Biblia, retoma las ideas del “pueblo elegido por Dios, a quien este le otorgó la tierra prometida”, que según el libro de Génesis (capítulo 15, versículo 18), reza: “A tu simiente daré esta tierra, desde el Río de Egipto hasta el río grande, el Río Eufrates”.

Estas ideas constituyeron las bases para la creación del Estado de Israel. La dirigente sionista Golda Meir, una de las fundadoras de ese estado, argumentaría después la no existencia de los palestinos afirmando que: “¿Cómo vamos a devolver los territorios ocupados? No hay nadie a quien devolverlo. No hay tal cosa llamada palestinos. No era como se piensa que existía un pueblo llamado palestino, que se consideraba él mismo como palestino y que nosotros llegamos, los echamos y les quitamos su país. Ellos no existían”.

Es evidente que los dirigentes sionistas, con su política de expansión de los asentamientos, establecimiento de muros, destrucción de casas y aldeas palestinas, continúan poniendo en práctica su viejo empeño de limpieza étnica. No aceptan la existencia del pueblo palestino, niegan su identidad cultural y hacen todo lo posible para imponer estas ideas a la comunidad internacional. Es como si continuaran repitiendo con Golda Meir: “No hay tal cosa llamada palestinos”.

Sin embargo, la identidad del pueblo palestino está profundamente enraizada en esa tierra considerada santa y tiene manifestaciones importantes en todas las ramas de la cultura. El gran poeta palestino Mahmoud Darwish, registra esto magistralmente en un conocido poema, del cual reproducimos un fragmento:

“Inscríbeme:
soy árabe,
mi nombre es muy común
y soy paciente
en un país en que hierve la cólera;
mis raíces…
fijadas están del nacimiento de los tiempos,
antes de la eclosión de los siglos,
antes de los cipreses y los olivos,
antes del crecimiento vegetal.”

La idea mesiánica y peligrosamente extremista, de considerarse un pueblo elegido y designado a cumplir una misión especial, está hoy presente en los discursos de fanáticos dirigentes de EE.UU. e Israel, quienes en no pocas ocasiones se han autonombrados como destinados a “salvar a la humanidad”. En ambos, existe un razonamiento fundamentalista que los une, es el “sioimperialismo”.

En junio del 2003, en una entrevista con el dirigente palestino Abu Mazen en Sharm el Sheikh, George W. Bush, le afirmó: “Tengo una misión de Dios. Él me dijo: George ve y lucha contra esos terroristas en Afganistán. Y lo hice. Y entonces me dijo: Ve y lucha contra la tiranía en Irak. Y lo hice”. En aquella ocasión el presidente estadounidense también afirmó: “La palabra de Dios ahora viene a mí: Da a los palestinos su estado y a los israelíes la seguridad. Y logra la paz en el Oriente Medio. Y por Dios que lo voy a lograr”.

Con motivo de la agresión a Libia, el presidente Obama ha dicho cosas parecidas, incluso ha hablado también de su empeño en la creación del Estado Palestino, aunque actúa en contra de esta posibilidad al amenazar con vetar en el Consejo de Seguridad de la ONU la propuesta de su aceptación en esa Organización. Ya se opuso a su ingreso en la UNESCO, y le retiró su contribución económica como reacción a la voluntad ampliamente mayoritaria de sus miembros que lo aceptaron.

Bush no cumplió con Dios: no le dio a los palestinos su estado y lejos de lograr la paz en el Oriente Medio, lo que hizo fue llevar más guerras y sufrimientos a la región. Obama sigue el mismo camino belicista e Israel no podrá obtener su seguridad, pues es imposible alcanzarla sobre la base de la agresión a otros países y la ocupación de tierras ajenas. La agenda trazada por los mesiánicos de Washington y Tel Aviv, que parece dirigida ahora contra Siria e Irán, podría generar un conflicto de consecuencias incalculables. Se menciona con razón la posibilidad de que pueda provocar el estallido de una Tercera Guerra Mundial, donde incluso el arma atómica, que Israel hace años mantiene en su arsenal, podría ser utilizada.

Tal desgracia, que afectaría a toda la humanidad, podría evitarse si se toma conciencia de este peligro y se movilizan en contra de estos macabros designios, todos los indignados del mundo, que somos más del 99% de los 7.000 millones que ya lo habitamos. Levantemos entonces la consigna: “INDIGNADOS DE TODOS LOS PAÍSES, UNÍOS”.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Israël commet le crime d’apartheid et la persécution qui est un crime contre l’Humanité

9 novembre 2011, Association France Palestine Solidarité (AFPS) http://www.france-palestine.org (France)

Tribunal Russel pour la Palestine
Au cours de deux jours d’intenses travaux où se sont succédés à la barre pas moins de 25 experts et témoins, le Tribunal Russell sur la Palestine (TRP) a examiné la question suivante : « Les pratiques d’Israël envers le Peuple palestinien violent-elles l’interdiction internationale de l’apartheid ? ».

Le crime d’apartheid
Le Jury, composé de personnalités internationales connues pour leur intégrité morale, appuyé par des experts juristes spécialisés en droit international, a conclu à l’existence d’un régime institutionnalisé de domination qualifié d’apartheid selon les critères définis par le droit international.

Ce régime discriminatoire prend des formes et des intensités différentes selon les lieux où vivent les Palestiniens. Les Palestiniens, soumis à la réglementation militaire coloniale dans les territoires, sont sujets à une forme aggravée d’apartheid. Les Palestiniens citoyens d’Israël, bien que disposant du droit de vote, ne font pas partie de la nation juive telle que définie par la loi israélienne, ils sont donc exclus des bénéfices de la nationalité juive et sont sujets à une discrimination systématique par la violation de leurs droits fondamentaux. Le Jury a conclu que les Palestiniens quel que soit l’endroit où ils résident sont soumis collectivement au même apartheid.

L’État d’Israël est tenu à respecter l’interdiction du crime d’apartheid tel que le prévoit le droit international. La définition légale du crime d’apartheid comporte trois éléments :

• deux groupes raciaux distincts peuvent être identifiés;

• des "actes inhumains" sont commis à l’encontre du groupe dominé;

• de tels actes sont commis systématiquement dans le cadre d’un régime institutionnalisé de domination d’un groupe sur l’autre.

La notion de «groupe racial» est davantage définie comme sociologique que comme biologique.

La notion d’actes inhumains comprend : les assassinats à large échelle ou ciblés lors des incursions militaires ; la torture et les traitements dégradants de prisonniers ; la privation systématique des droits humains empêchant les Palestiniens, y compris les réfugiés, d’exercer leurs droits politiques, économiques, sociaux et culturels. Il en résulte une fragmentation territoriale et la création de réserves et d’enclaves qui séparent Palestiniens et Israéliens. Une politique décrite par l’État d’Israël lui-même comme « Hafrada » ce qui signifie en hébreu séparation.

La notion de régime systématique et institutionnalisé renvoie à des législations différentes pour les Palestiniens et les Israéliens.

La persécution comme crime contre l’Humanité
La notion de persécution est définie comme une privation intentionnelle et grave des droits fondamentaux des membres d’un groupe identifiable dans le cadre d’attaques larges et systématiques contre des populations civiles. Notamment: le blocus de Gaza comme châtiment collectif, l’attaque de civils lors d’opérations militaires, la destruction de maisons non justifiée par des nécessités militaires et l’impact du Mur sur les populations et la démolition des villages bédouins.

Les conséquences juridiques
En commettant des actes d’apartheid et de persécution, Israël engage sa responsabilité internationale, doit mettre fin à ces agissements criminels et doit réparer complètement les dommages causés par ceux-ci. Les États et les organisations ont aussi la responsabilité d’agir afin de pousser Israël à arrêter ces actes d’apartheid et de persécution. Ils doivent aussi s’abstenir de porter aide et assistance à Israël et mettre en œuvre des poursuites judiciaires à l’encontre de cet État.

Recommandations
– Le TRP demande instamment à l’État d’Israël de démanteler immédiatement son système d’apartheid, de mettre fin aux lois et pratiques discriminatoires et d’arrêter la persécution des Palestiniens;

– Tous les États doivent coopérer en vue de mettre fin à cette situation illégale;

– Le Procureur de la Cour pénale internationale (CPI) doit accepter la plainte déposée par l’Autorité palestinienne et lancer une enquête sur les crimes internationaux susmentionnés;

– La Palestine doit être acceptée comme Partie au Statut de Rome de la CPI;

– La société civile doit recréer l’esprit de solidarité qui a contribué à la fin du fin du régime d’apartheid en Afrique du Sud notamment par le moyen de la campagne Boycott, désinvestissement, sanctions (BDS);

– L’Assemblée générale des Nations Unies doit recréer un comité spécial des Nations Unies contre l’apartheid concernant le peuple palestinien;

– L’Assemblée générale des Nations Unies doit demander un avis consultatif à la Cour internationale de Justice afin d’étudier la nature de l’occupation prolongée des territoires palestiniens et la politique d’apartheid;

– Le Comité des Nations Unies pour l’élimination des discriminations raciales doit inclure la question de l’apartheid dans sa prochaine analyse du cas israélien;

– Le gouvernement sud-africain, comme hôte du TRP doit s’assurer qu’aucune forme de représailles ne soit exercée par l’État d’Israël contre les témoins présents lors des travaux du TRP.

Pour toute information complémentaire:
Pour d’autres informations sur le Tribunal Russell sur la Palestine:
www.russelltribunalonpalestine.com/en
http://www.facebook.com/russelltribunal

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Rapport Palmer : L’ONU DOIT DIRE LE DROIT ET NON LE PIETINER

3 septembre 2011, Association France Palestine Solidarité (AFPS) http://www.france-palestine.org (France)

AFPS

Le rapport de l’ONU [1] relatif aux événements tragiques, survenus le 31 mai 2010, lors de la première « Flottille de la paix », considère que « le blocus de Gaza est légal » et que la réaction armée meurtrière israélienne dans les eaux internationales faisant 9 morts a été simplement « excessive ».

Ce rapport constitue donc une sérieuse régression relativement au droit international édicté par l’ONU sur ce sujet : il n’est acceptable ni dans la forme ni sur le fond.

Le blocus de Gaza, mis en place unilatéralement par les dirigeants israéliens sans le moindre accord de l’ONU, constitue une violation flagrante et évidente des Conventions de Genève, en ce qu’il constitue une « punition collective » de tous les Palestiniens de Gaza, comme l’avait déclaré le Haut Commissariat aux Droits de l’Homme des Nations unies en août 2009. Il est donc bel et bien illégal, selon précisément le droit international.

Par ailleurs qualifier d’« excessive » la réaction israélienne aboutissant à causer la mort de 9 civils innocents à bord d’un bateau turc se trouvant dans les eaux internationales constitue un déni du droit international : selon ce dernier, il s’agit tout simplement d’un « crime de guerre ». D’ailleurs, la résolution 1860 du Conseil de sécurité n’assurait-elle pas clairement accueillir « favorablement les initiatives » visant à alléger ce blocus.

Israël a évidemment salué immédiatement le contenu et les auteurs de ce rapport sur la Flottille contrairement au rapport Goldstone que les autorités de ce pays ont refusé et auquel la communauté internationale n’a donné aucune suite.

Ce rapport, rappelons-le, accusait Israël – et l’accuse toujours – de « crimes de guerre, voire de crimes contre l’humanité » perpétrés lors de la guerre de Gaza, dite « Plomb durci », qui a fait 1.400 morts parmi la population gazaouie. Quand le droit international est violé, Israël crie victoire. Quand il est précisé, Israël le refuse sèchement.

Il est temps que les Nations unies disent le chemin de la paix, spécialement au Proche-Orient, et n’encouragent pas, au contraire, ceux qui la refusent jour après jour et qui devraient être sanctionnés. On n’instaurera pas la stabilité internationale et la paix au Proche-Orient sur la mise en miettes du droit international, mais au contraire en affirmant ce dernier contre vents et marées et a fortiori en l’appliquant. De ce point de vue, l’adhésion pleine et entière de l’Etat de Palestine à l’ONU s’inscrit pleinement dans cette démarche qui, à l’inverse du rapport Palmer, légitimera l’organisation internationale.

Le bureau national, le 3 septembre 2011

Communiqué

[1] Deux des 4 rédacteurs se sont opposés à ce rapport tandis qu’un troisième n’est autre que l’ancien président de Colombie, M. Uribe, qui a été imposé par les israéliens qui n’avaient accepté la commission qu’à cette condition

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Israel usa perros asesinos entrenados contra palestinos

1 Septiembre 2011, The Beirut Herald بيروت هيرالد http://www.thebeirutherald.com.ar (Argentina)

Perros entrenados durante meses para atacar han sido entregados a colonos israelíes para soltarlos contra los palestinos.

Según el grupo israelí a cargo de los animales, el llamado "Batallón civil de adiestradores de perros de Judea y Samaria (Cisjordania ocupada)", los perros están adiestrados para atacar a los participantes en las manifestaciones a favor de la petición palestina a las Naciones Unidas de formar un Estado independiente, ha informado este miércoles Press TV, citando a la agencia de noticias Reuters.

"Estos perros han sido entrenados para atacar a los comandos", ha dado a conocer el líder americano-israelí de colonos y también entrenador de perros, Mike Guzovsky.

Sin embargo, hasta la fecha, se han registrado varios ataques de canes del ejército israelí contra simples civiles palestinos.

El ejército israelí ha planeado armar con gases lacrimógenos y granadas aturdidoras, así como adiestrar a los colonos en los territorios ocupados palestinos con el propósito de enfrentarlos tras el probable anuncio del reconocimiento de un Estado palestino en la Asamblea General de la ONU.

El ministerio de Defensa del régimen de Tel Aviv ha gastado unos 22 millones de dólares para adquirir armamento de dispersión de multitudes a fin de hacer frente a las supuestas protestas.

El próximo 20 de septiembre, el presidente de la Autoridad Nacional Palestina (ANP), Mahmud Abás, tiene programado pedir ante la ONU, el reconocimiento de un Estado palestino dentro de sus fronteras anteriores a 1967 y con su capital en Al-Quds (Jerusalén Este).

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

UN APPEL A L’ACTION

1er septembre 2011, Association France Palestine Solidarité (AFPS) http://www.france-palestine.org (France)

La Campagne nationale, "Palestine : L’État no.194"

Depuis ses débuts, la lutte palestinienne pour la liberté et l’indépendance a été adoptée par les peuples du monde entier, transcendant ainsi les définitions géographiques et nationales.

Imprégnés des valeurs universelles de liberté et de droits humains, des militants pacifistes internationaux, défenseurs des droits humains, et les peuples de tous horizons et de tous les milieux ont fait de la cause palestinienne leur propre combat pour la liberté. Ainsi, leur dévouement, leur énergie et leurs sacrifices l’ont considérablement fait progresser.

À ce moment critique de l’histoire palestinienne, la solidarité internationale est d’une importance cruciale. Pour nous Palestiniens, et au moment où nous nous approchons de notre liberté, elle représente une bouée de sauvetage de l’espoir qui est le nôtre. Cette solidarité montre avec certitude que le monde est uni avec les Palestiniens pour la défense de la paix et la justice.

C’est pourquoi la campagne nationale, « Palestine : l’État no. 194 "vous invite à soutenir, comme vous l’avez fait dans le passé, le peuple palestinien. Nous vous demandons de prêter votre voix à la Palestine en faisant campagne pour la reconnaissance, depuis trop longtemps attendue, de l’État de Palestine, en soutenant sa demande d’adhésion à l’Organisation des Nations Unies. Aidez-nous à garantir une action collective efficace, et positive de la communauté internationale qui conduirait ainsi le Moyen-Orient plus près d’une paix juste et durable.

Nous appelons les syndicats, les organisations de la société civile, les fondations, les universités, et les citoyens du monde entier à soutenir la campagne du peuple palestinien pour la reconnaissance internationale et l’admission à l’ONU. En tant que citoyens et représentants de la société civile, vous avez le pouvoir de lobbying auprès de vos représentants élus, des parlements et des gouvernements pour adopter la juste cause de la Palestine. La Campagne nationale compte sur votre soutien, votre coopération et votre coordination. Nous vous invitons à vous joindre à nous en faisant campagne, en manifestant, et en marchant pour la liberté de la Palestine. Aidez-nous en soutenant cette cause dans vos communautés et à travers les réseaux sociaux et comptez sur nous pour tout le soutien dont vous auriez besoin.

Les Palestiniens ont été et encouragés par des actions et initiatives déjà lancées dans le monde. Le soutien de principe par des parlements et des personnalités internationales, des pétitions, ainsi que des médias et des efforts de sensibilisation sont une contribution inestimable à la campagne pour la reconnaissance de la Palestine et son admission aux Nations Unies.

Notre campagne va lancer une série d’activités, qui culmineront le 21 Septembre, date d’ouverture du débat général à l’Assemblée Générale des Nations Unies.
Nous demandons votre aide pour faire de cette date une journée internationale d’action pour la reconnaissance tant attendue de l’État de Palestine. La Palestine sera éternellement reconnaissante pour votre soutien de principe acquis de longue date.

Nous sommes fiers de faire partie d’une telle coalition impressionnante de défenseurs des droits humains de la liberté.

Le peuple palestinien puise sa force et son courage dans la solidarité internationale. Votre soutien a toujours permis aux Palestiniens de persévérer dans leur recherche d’une vie de dignité, de liberté et de prospérité et de rejeter l’occupation, l’humiliation et l’exclusion. Nous sommes confiants que, tout comme le militantisme et la solidarité internationales ont aidé à mettre fin a l’apartheid en Afrique du Sud, il peut et va mettre fin a l’occupation en Palestine.

La Campagne nationale, "Palestine : L’État no.194"

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Israël : l’armée prépare les colons à une éventuelle mobilisation palestinienne

30 août 2011, Association France Palestine Solidarité (AFPS) http://www.france-palestine.org (France)

Nicolas Falez - RFI

Le mois prochain, les Palestiniens se tourneront vers l’ONU pour demander la reconnaissance internationale de leur Etat. Une démarche rejetée par Israël qui affirme que seule la négociation peut permettre l’avènement d’un Etat palestinien indépendant. L’Etat hébreu redoute des tensions, voire des violences sur le terrain, à l’occasion de ces grandes manœuvres palestiniennes à l’ONU. L’armée israélienne a donc commencé à préparer et entraîner les colons de Cisjordanie.

Le scénario que redoutent les Israéliens est celui d’une forte mobilisation populaire palestinienne dans les prochaines semaines, notamment à la date du 21 septembre, lorsque s’ouvrira l’Assemblée générale de l’ONU. Une mobilisation qui pourrait prendre la forme de manifestations prenant la direction des check-points de l’armée israélienne en Cisjordanie, voire même des implantations où vivent 300 000 colons israéliens.

L’armée de l’Etat hébreu a récemment mené une série d’exercices ayant pour but de préparer ses soldats mais aussi les colons eux-mêmes. La presse israélienne a obtenu des détails : autour de chaque colonie, deux lignes ont été définies. Si des manifestants palestiniens franchissent la première, ils feront face à des tirs de gaz lacrymogènes ou de grenades assourdissantes. S’ils franchissent la seconde, alors l’armée ouvrira le feu.

Outre l’entrainement d’équipes de sécurité au sein de chaque colonie, les autorités israéliennes multiplient actuellement les conseils aux dirigeants des implantations. Parmi les recommandations : constituer des stocks d’essence et de nourriture, au cas où les tensions sur le terrain génèreraient des difficultés d’approvisionnement.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

China manifesta apoio a Estado palestino

25 Agosto 2011, Agência Estado (Brasil)

O governo da China anunciou nesta quinta-feira seu apoio à intenção palestina de buscar o reconhecimento pleno da Organização das Nações Unidas (ONU) durante a próxima Assembleia Geral da entidade, marcada para o mês que vem.

Por meio de nota, o Ministério das Relações Exteriores da China informou que Wu Sike, enviado especial de Pequim ao Oriente Médio, disse a líderes palestinos durante uma reunião em Ramallah que o governo e o povo chineses sempre apoiaram a causa palestina.

Em relação ao pleito palestino pelo reconhecimento de sua independência, prossegue a nota, Wu manifestou "compreensão, respeito e apoio".

No início do mês, o representante palestino na ONU, Riyad Mansur, afirmou que quase 130 países já haviam manifestado apoio à independência palestina, superando o mínimo necessário de dois terços para seu reconhecimento pela Assembleia Geral da ONU.

O apoio de Pequim, porém, dá mais uma força ao pleito o palestino, uma vez que a China é um dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança (CS) da ONU.

Os palestinos decidiram buscar o reconhecimento de sua independência na ONU por conta da letargia em que se encontra o processo de paz com Israel. O diálogo bilateral referente a um futuro Estado palestino independente, soberano e economicamente viável está paralisado desde 2008.

As informações são da Associated Press.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

IL FAUT SOUTENIR L'ETAT PALESTINIEN!


22 août 2011, Le Monde (France)

Jean-Claude Lefort, président de l'association France-Palestine solidarité (AFPS)

C'est désormais certain : en septembre, les Palestiniens demanderont à être accueillis comme le 194e nouvel Etat au sein de l'ONU - un Etat aux frontières claires et indiscutables, celles de 1967, avec pour capitale Jérusalem-Est.

Cette perspective constitue une issue effective pour sortir des fausses négociations d'hier et de leur blocage total d'aujourd'hui. Ces discussions jamais abouties butent en particulier sur ce problème : celui des frontières du futur Etat palestinien.

En accueillant la Palestine sur la base des frontières édictées par le droit international, cela clarifiera de manière nette ces paramètres essentiels d'un accord de paix et cela répondra enfin concrètement et effectivement à cette question posée depuis 1947 : les Palestiniens ont droit à un Etat. C'est une exigence fondamentale. Il y aura ainsi à l'ONU deux Etats à égalité : la Palestine et Israël.

Conforme à la justice, à la sécurité de chacun et au droit international, cette perspective d'un Etat palestinien sur ces bases a toujours été récusée par les dirigeants israéliens, sauf à un trop bref moment. Et aujourd'hui, c'est encore pire. Le refus israélien est net, indiscutable, hautain.

C'est de ce côté-là, et uniquement de ce côté-là, que viennent les obstacles et que se trouvent les causes de l'aggravation de la situation, y compris sociale. Mais du même coup, du fait de la colonisation israélienne débridée, plus le temps passe et moins cette perspective devient crédible. Et derrière cette absence de solution basée sur le droit et la justice, il y a plus qu'un grand trou noir, non seulement pour les Palestiniens, mais aussi pour Israël. Nétanyahou conduit son pays à l'abîme.

Et ceux qui se refusent à indiquer clairement qu'ils voteront pour l'admission de l'Etat palestinien à l'ONU sont non seulement des pousse-au-crime vis-à-vis des Palestiniens, mais ils le sont aussi vis-à-vis des Israéliens. Ce sont véritablement des irresponsables eu égard aux devoirs impérieux que leur confère la charte des Nations unies, et cela vaut spécialement pour les membres permanents du Conseil de sécurité.

On entend certains d'entre eux, occidentaux, expliquer que cette reconnaissance compliquerait plus qu'autre chose un accord de paix qu'ils disent privilégier. Mais de qui se moquent-ils ? Depuis le temps, depuis leur feuille de route et autres discussions en tout genre, où est-il donc, cet accord de paix promis, programmé noir sur blanc? Nulle part et, tout comme l'horizon, plus on avance dans le temps et plus il s'éloigne.

Les choses sont clairement acquises : les dirigeants israéliens n'entendent pas respecter le droit international. Dès lors aucun accord n'est possible.

Ce conflit dure depuis plus de quarante ans, pour ne retenir que la période récente. Et si l'ONU parle, elle n'agit pas. Or c'est précisément son rôle que d'agir quand un conflit ne trouve pas de débouchés dans un dialogue de paix entre les parties en présence.

C'est précisément pour cela que l'ONU a été créée : pour en finir une fois pour toutes avec les guerres, qu'elles soient locales ou plus larges. Et, partout où des situations de guerre ont existé, les Nations unies sont intervenues. Sauf à un endroit : au Proche-Orient.

Le moment a sonné de mettre chaque dirigeant de la planète, en particulier les membres permanents du Conseil de sécurité, devant leurs responsabilités. Et si l'idée existe qu'un de ceux-ci poserait son veto à cette admission, alors il faut qu'un rapport de forces non discutable, immense en vérité, le contraigne à l'acte qu'il refuserait. D'une façon ou d'une autre.

C'est pourquoi l'heure n'est pas à se perdre en conjectures sur les scenarii qui peuvent se produire en septembre prochain où la question de l'admission de la Palestine à l'ONU sera posée. L'heure est à la mobilisation pour qu'un plus grand nombre de pays possible annonce et déclare vouloir reconnaître et admettre l'Etat palestinien en septembre à l'ONU.

De ce point de vue, la position que prendra l'Union européenne est décisive. Elle est même stratégique. Que va-t-elle faire ? Nous n'en savons encore rien.

Il convient donc que notre pays, la France, déclare hautement et sans perdre plus de temps qu'il votera en faveur de cette admission de la Palestine à l'ONU et qu'il soit, avec tous les alliés possibles, à la pointe des efforts à produire pour entraîner l'ensemble européen sur cette voie.

Notre feuille de route est donc claire : agir pour que la France dise sans plus tarder qu'elle votera à l'ONU pour que la Palestine en devienne membre en septembre prochain ; agir pour que notre pays prenne la tête, avec ses alliés potentiels, pour que l'Union européenne adopte la même position.

Il n'y a pas de troisième voie possible pour que la paix puisse se frayer enfin un chemin au Proche-Orient. Il est temps. Plus que temps. C'est comme une dernière chance. Pour les Palestiniens. Et pour les Israéliens.

Les vrais amis des uns et des autres devraient y songer. Et surtout agir en ce sens pour qu'une chance soit enfin donnée à la paix.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

NOCHE DE REDADA EN HEBRÓN Y BELÉN

21 Agosto 2011, Centro de Información Alternativa (AIC) המרכז לאינפורמציה אלטרנטיבית

Mikaela Levin

"Esto es un castigo colectivo por los ataque en Eilat", sentenció un joven palestino apenas minutos después que cien jeeps militares israelíes se retiraran de la zona palestina conocida como H1, en el centro de Hebrón. Las redadas de anoche fueron de las más importantes de los últimos años. El número de detenidos es aún incierto; citando a un funcionario de Hamas la agencia de noticias de Ma´an habló de 120 detenidos, mientras que testigos denunciaron entre 55 y 75. Según esta última fuente, los soldados israelíes irrumpieron durante la madrugada con una lista de nombres de presuntas personas cercanas o miembros de Hamas. Más o menos al mismo tiempo, otro grupo de soldados israelíes entraba en el campo de refugiados de Duheisha en Belén. El AIC pudo confirmar una detención allí, la de un periodista de 26 años de la emisora afiliada a Hamas, Al-Aqsa.

Según la información que pudieron recoger activistas internacionales anoche en Hebrón, los cien jeep israelíes entraron a la ciudad alrededor de la medianoche y fueron casa por casa hasta las 2.30 o las 3 de la madrugada. Durante este período de tiempo, cerraron las entradas a la ciudad palestina; la policía de la Autoridad Palestina brilló por su ausencia durante las redadas.

Los soldados irrumpieron casa por casa, hasta que tacharon todos los nombres de su lista o, al menos, todas las direcciones. "En una casa, como no encontraron a la persona que buscaban, se llevaron a su padre de 60 años", informó más tarde un activista internacional.

Durante el día, la ciudad volvió al ritmo lento y tranquilo de Ramadán. Había más soldados israelíes de lo usual en los check points adentro y en los alrededores de la región H1 de Hebrón, pero los refuerzos estaban allí desde la semana pasada. A lo largo de los últimos días, los activistas internacionales que ayudan a observar y denunciar los constantes abusos militares contra la población palestina tuvieron que entregar en repetidas ocasiones sus pasaportes a los soldados en los check point. Los militares los fotografiaron antes de devolvérselos.

El endurecimiento del aparato militar no se veía ayer sólo en Hebrón, sino a lo largo de toda Cisjordania. El Ejército israelí instaló check points flotantes en las rutas que comunican las principales ciudades palestinas. Después del mediodía, podía llevar casi más de cuatro horas para ir desde Ramala hasta Hebrón, un viaje que normalmente tarda un poco más de una hora. A los dos check points fijos que controlan las entradas de las dos ciudades, las autoridades israelíes agregaron ayer otros dos check points flotantes.

Hacia el norte, el Ejército levantó otros dos check points flotantes: uno cerca de Qabir Hilweh, al este de Belén, y uno al lado de Eizariyya en Jerusalén Este. Según publicó la agencia de noticias Ma´an, los autos palestinos esperaron hasta tres horas para poder pasar.

Esta área también fue uno de los objetivos de las redadas de anoche. El epicentro fue el campo de refugiados de Duheisha. Hasta ahora sólo hay una detención confirmada, la de Usayd, un periodista e hijo de un clérigo local, Sheikh Abdul-Majid Ata Amarna. Su hermano le contó a un grupo de activistas internacionales que los soldados allanaron su casa justo antes de la oración matutina sin dar ninguna explicación. Cuando su primo les pidió a los militares que no se llevaran al joven camarógrafo, le dispararon en una pierna y se lo llevaron también. Supuestamente lo llevaron a un hospital, pero su familia no sabía a cuál. Según publicó más tarde la agencia Ma´an, el joven de 27 años fue internado en el hospital de Hadassah en Jerusalén.

Vecinos del campo de refugiados recordaron que antes de irrumpir en la casa del clérigo los soldados saltaron a los techos de las casas lindantes para "asegurar" la zona. Siempre según estas fuentes, las fuerzas de seguridad israelíes también dirigieron una emboscada anoche en el pueblo de Artas, a sólo cuatro kilómetros al suroeste de Belén. Sin embargo, esta operación militar aún no ha podido ser confirmada.

La tensión y la violencia están escalando en Cisjordania desde los ataques del jueves pasado en Eilat, pero estos no son conceptos nuevos para los palestinos. Durante las últimas semanas, las fuerzas militares israelíes irrumpieron en campos de refugiados durante la madrugada y mataron, hirieron y detuvieron a jóvenes palestinos. Durante el día, se ocuparon de reprimir cruentamente las protestas anti-ocupación y de detener a incontables activistas palestinos, israelíes e internacionales. El mismo modus operando; la misma justificación.

UN APPEL À L’ACTION

22 août 2011, Association France Palestine Solidarité (AFPS) http://www.france-palestine.org (France)

La Campagne nationale, «Palestine : L’État no.194»

Depuis ses débuts, la cause palestinienne pour la liberté et l’indépendance a été adoptée par les peuples du monde entier, transcendant ainsi les définitions géographiques et nationales.

Ancré dans les valeurs universelles de liberté et de droits humains, des militants pacifistes internationaux, défenseurs des droits humains, et les peuples de tous horizons et de tous milieux professionnels ont fait de la cause palestinienne leur propre combat pour la liberté. Ainsi, leur dévouement, leur énergie et leurs sacrifices l’ont considérablement fait progresser.

À ce moment critique de l’histoire palestinienne, la solidarité internationale est d’une importance cruciale. Comme nous, Palestiniens, approchons de la dernière ligne droite vers notre liberté, l’aide internationale représente notre bouée de sauvetage de l’espoir, notre certitude que le monde est uni avec les Palestiniens pour la défense de la paix et la justice. C’est pourquoi la campagne nationale, « Palestine : l’État no. 194 "vous invite à soutenir, comme vous l’avez fait dans le passé, le peuple palestinien. Nous vous demandons de prêter votre voix à la Palestine, dans le cadre de notre campagne pour la reconnaissance depuis trop longtemps attendue de l’État de Palestine, en soutenant sa demande d’adhésion à l’Organisation des Nations Unies. Aidez-nous à garantir une action efficace, positive et collective par la communauté internationale qui conduirait ainsi le Moyen-Orient plus proche d’une paix juste et durable.

Nous appelons les syndicats, les organisations de la société civile, les fondations, les universités, et les citoyens du monde entier à soutenir la campagne du peuple palestinien pour la reconnaissance internationale et de l’admission de l’ONU. En tant que citoyens et représentants de la société civile, vous avez le pouvoir de lobbying auprès de vos représentants élus, des parlements et des gouvernements pour adopter la juste cause de la Palestine. La Campagne nationale compte sur votre soutien, votre coopération et votre coordination. Nous vous invitons à vous joindre à nous dans la création de notre campagne, en manifestant, et en marchant pour la liberté de la Palestine. Aidez-nous à travers vos communautés et à travers les réseaux sociaux et comptez sur nous pour tout le soutien dont vous avez besoin.

Les Palestiniens ont été et encouragés par des actions et initiatives déjà lancées dans le monde comme le soutien de principe des parlements et des personnalités internationales, des pétitions, ainsi que des médias et des efforts de sensibilisation qui sont une contribution inestimable à la campagne de Palestine pour sa reconnaissance et son admission aux Nations Unies.

Notre campagne va lancer une série d’activités, qui vont en majorité avoir lieu le 21 Septembre qui correspond à la date d’ouverture du débat général à l’Assemblée générale des Nations Unies. Nous demandons votre aide pour faire de cette date une journée internationale d’action pour la reconnaissance tant attendue de l’état de Palestine.

La Palestine est éternellement reconnaissante pour votre soutien de principe de longue date.

Nous sommes fiers de faire partie d’une telle coalition impressionnante des droits humains et les champions de la liberté.

Le peuple palestinien puise sa force et son courage dans la solidarité internationale. Votre soutien a toujours permis aux Palestiniens de persévérer dans leur recherche d’une vie de dignité, de liberté et de prospérité et de rejeter l’occupation, l’humiliation et l’exclusion. Nous sommes confiants que, tout comme le militantisme et la solidarité internationales ont aidé à mettre fin a l’apartheid en Afrique du Sud, il peut et va mettre fin a l’occupation en Palestine.

La Campagne nationale, «Palestine : L’État no.194»

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

¿El movimiento J14 podrá salirse de su narrativa y abrirse a una transformación del espacio palestino (e israeli)?

Rompiendo Muros pone a disposición de sus lectores la traducción de un texto del activista, periodista y político Haggai Matar y su visión desde dentro del movimiento J14. Una visión que sin dejar de ser realista, como no puede ser de otra manera en un experimentado y conocido activista contra la ocupación, el apartheid sionista y contra el muro en los territorios ocupados, sin embargo vive y observa unas dinámicas que dejan las puertas abiertas a una positiva evolución dentro del movimiento y a la posibilidad de un cambio histórico, por lo menos en parte de la sociedad israelí.

17 agosto 2011/Rompiendo Muros http://rompiendo-muros.blogspot.com (España)

Haggai Matar*

Traducción: Fernando Casares
¿El J14 podrá realizar un giro sobre la causa progresista dentro de Israel?

La lucha social revolucionaria que tiene lugar en Israel hoy en día se acerca a una coyuntura crítica: o se desmorona bajo la bota de "necesidades de seguridad" y segregación racial, o se libera de todos los dogmas anteriores y reinicia nuestro sistema político.

Tal vez sea el momento oportuno para decir esas palabras en voz alta: amigos, compañeros, compañeras - en la izquierda hemos estado luchando por una causa perdida. Desde hace tiempo hemos estado luchando contra la ocupación, el apartheid, el racismo sionista y de todos los gustos, con muy poco que mostrar.

En las últimas décadas, el Estado de Israel en los territorios palestinos ocupados se ha convertido cada vez más sofisticado, más brutal, más profundo y arraigado. La discriminación a gran escala contra los ciudadanos palestinos de Israel sigue siendo la política oficial del Estado, dando lugar en los últimos años a una ola de legislación anti democrática y racista. Y, por supuesto, ni a un solo refugiado palestino se le permitió volver a Israel o recibir una compensación por más de 63 años de exilio.

No es fácil admitir el fracaso después de 12 años de trabajo con compañeros palestinos, israelíes e internacionalistas para la liberación de Palestina. Hemos manifestado, marchado, protestado, y construimos puentes de solidaridad y esperanza, además de ser golpeados, baleados y arrestados.

Mis amigos me suelen ver como una persona optimista: a pesar de todo lo que ha sucedido, y a pesar de la complicidad de la mayor parte de los judíos israelíes sobre la ocupación, nunca me di por vencido por la esperanza de cambio, y pondré mi tiempo y energía en proyectos educativos, conferencias, folletos y escritos, y hablando con la gente en las calles. He hablado con los soldados enviados para dispersar nuestras manifestaciones conjuntas sin armas contra el Muro del Apartheid, tratando de hacerles entender nuestra lucha también. Todavía creo en esta estrategia, junto con la presión exterior, tales como las Resoluciones de la ONU y las campañas de BDS.

Sin embargo, entiendo perfectamente a mis amigos palestinos e israelíes que han renunciado al público judío israelí. Dentro de Israel, casi nadie parece estar preocupado por la supresión del régimen militar en los Territorios Palestinos Ocupados (TPO). La material y psicológica combinación de privilegios, ventajas económicas, sentimientos racistas de superioridad y el temor existencial profundamente arraigado de un "segundo Holocausto" - alimentado a través de las escuelas, los medios de comunicación y los políticos - parece haber forjado una barrera inquebrantable sobre la protección de los dogmas colectivos nacionales. Sumemos a esto el evidente cheque en blanco de ayuda concedida por los EE.UU. y la UE, y uno está obligado a hundirse en algún tipo de depresión pesimista: nada parecía generar ningún tipo de cambio. Hasta ahora.

La edad de los sueños
Todavía es demasiado pronto para predecir exactamente a dónde se dirige el movimiento de protesta "J14". Pero por primera vez en décadas, tal vez, estamos siendo testigos de que lo imposible puede volverse posible. Lo que parecía ser una mera fantasía hace medio año, mientras veíamos a la gente en Egipto luchando por sus sueños en las calles, se ha convertido en una realidad viva.

Por ejemplo, el primer día después de que la acampada en Rothschild fue instalada, me encontré con un joven amigo de Tel Aviv sin experiencia en el activismo político, que decidió protestar por su alto alquiler. En una discusión acerca de la lucha, él era muy firme sobre la necesidad de evitar cualquier tema que no estaba directamente relacionado con el problema de la vivienda. Una semana más tarde, me encontré con él otra vez, dando una conferencia con pasión a sus amigos acerca de por qué esto debe ser una lucha por cambiar todo el sistema económico, no sólo los alquileres. Me enteré de que entre nuestras dos reuniones ha participado en varios talleres sobre economía, que tuvo lugar en el campamento, y vio las películas críticas sobre la privatización. Esto le ha radicalizado de tal manera que nunca antes fue posible en el discurso militarista de seguridad impulsado por la cultura política que gobernó Israel desde antes de 1948.

Al día siguiente fuimos testigos de la primera manifestación masiva en las calles de Tel Aviv y fue aquí donde sentí por primera vez que el "pueblo" con el lema "el pueblo exige justicia social" podría referirse en realidad a todo el pueblo de Israel y ciudadanos, no sólo a judíos. Este simple concepto republicano, con su potencial radical sobre la inclusión de judíos y palestinos en la corriente principal del movimiento contra el mismo capitalismo neo-liberal, no tardaría en demostrar su valía. La manifestación de la semana siguiente, probablemente la mayor manifestación en la historia de Israel, presentó un altavoz palestino en el escenario, un ciudadano israelí (Dimi Reider escribió sobre esto aquí).

Tan sólo siete días después, más de diez campamentos palestinos fueron establecidos dentro de las fronteras de Israel. Los ciudadanos palestinos se han unido a la "asamblea de campamentos" - la dirección nacional de la lucha. Sus demandas de reconocimiento de los pueblos "no reconocidos" y de los permisos de construcción en sus propias tierras se están integrando en la agenda de la lucha oficial. La protesta de la noche del pasado sábado, que se centró en la periferia en lugar de Tel Aviv, no vio a los ciudadanos palestinos como socios principales, si no abiertamente iniciadores. Esto fue cierto no sólo en el frente bi-nacional en Jaffa y Haifa, sino también en Beer Sheva y Afula, donde las poblaciones son casi totalmente judías. En las etapas intermedias de todas estas manifestaciones, los altavoces repetían la noción de asociación entre judíos y árabes. Raja Za'atry, miembro del Comité Superior Árabe de Seguimiento en Israel, dio la bienvenida a los manifestantes a la "Red de Haifa", y dijo que "el hambre y la humillación, al igual que el capital, no tienen patria ni lenguaje ... Esta lucha es de todos!" Entonces en la mañana del lunes, un comité oficial de académicos formó el liderazgo de la lucha, como oposición a la formada por el gobierno. En la conferencia de prensa al presentar el comité, uno de los cuatro oradores, una mujer palestina, ha destacado cómo el gobierno deja al margen a los ciudadanos árabes y cómo una demanda de justicia social debe incluir el fin de la discriminación racial.

El iraquí judío autor y director de la Asociación Israelí para los Derechos Civiles, Sami Michael, promovió la misma idea en árabe y en hebreo, cuando habló en la manifestación de Haifa.

En la semana que viene, los manifestantes estarán cada vez más programados para realizar las visitas de solidaridad a los campamentos árabes organizados, se formarán nuevos vínculos y adquirirán nuevos conocimientos.

Los sueños no tienen fronteras
Sin embargo, la pregunta sigue siendo: ¿De qué sirve una lucha por la justicia social, que guarda silencio sobre el crimen más grande de todos - la ocupación, y el robo de tierras palestinas dentro de Israel? Este es un punto legítimo y fundamental. A la larga, si esta lucha no puede convocar a la democracia, la igualdad y la justicia para todos - definitivamente habrá fracasado.

Sin embargo, creo que esta acusación se produjo muy rápidamente, por aquellos que han dejado de lado el potencial de la sociedad israelí para un cambio. La izquierda radical ya no es un extraño, sino que forma una parte importante de la corriente principal. Activistas de izquierda están en todas partes: en solidaridad con los sindicatos de trabajadores que se van uniendo, en los barrios pobres que luchan por la vivienda pública, y reúne a las comunidades palestinas y judías que comparten esta necesidad, en el campamento principal de Rothschild y en la "asamblea de las acampadas". Todo está cambiando, y tenemos un papel que jugar también.

El camino para hacer frente a la ocupación aún es largo. El mismo discurso republicano, que abarca a los ciudadanos palestinos podría alienar a los palestinos en los Territorios Ocupados. Algunos dicen que podría poner en peligro la demanda de derechos colectivos, en lugar de sólo los derechos individuales, ya que la lucha debe "borrar" las identidades particulares a fin de promover el llamado "pueblo unido". Se podría caer en manos de los "patriotas", que desearían conseguir la sociedad judía para una nueva guerra de opresión contra los palestinos, cuando llegue septiembre. Podría romper el movimiento.

Y tal vez no. Es posible que cientos de miles de personas dejen legítimamente a un lado los intereses militaristas y empiecen a luchar por un nuevo tipo de seguridad, la seguridad social. Esta radicalización aún podría dificultar la retórica del "deber patriótico". A pesar de la proximidad de la declaración de la condición de Estado Palestino en Septiembre, los rumores de un desalojo planificado de las tiendas de campaña hacen que todo el mundo esté hablando de una lucha contra las autoridades para mantenerlos.

Mientras tanto, la ocupación como un tema a tratar ya ha comenzado a hacer su camino en la lucha. En la Carpa 1948 en Tel Aviv, los palestinos y los judíos están hablando con los transeúntes acerca de la ocupación, y la distribución de panfletos que implica la necesidad de rechazar un posible llamado a servicio de reserva de emergencia en septiembre. El viernes, la manifestación semanal en Nabi Saleh presentó una carpa cubierta con lemas como "asentamientos = injusticia" y "no se puede tener justicia social bajo el apartheid". El día anterior, el cine central al aire libre de Rothschild pasó su primera película contra la ocupación, relativa al sistema de los tribunales militares en los territorios ocupados ("La Ley en estas Partes") "No podemos dejar de sentir que la justicia social es algo que no puede detenerse en la Línea Verde ", dijeron los organizadores. En Beer Sheva, el portavoz de los beduinos Hannan Al-Sana habló de las identidades colectivas y culturas para ser respetado y el popular cantante Ahinoam Nini dijo que no va a confiar en la actual administración, si nos lleva a la guerra. En Haifa, Za'atary advirtió que es un interés de la capital iniciar una guerra para silenciar la protesta, pero insistió en una lucha conjunta por la "justicia, paz, igualdad, y un futuro mejor y justo para ambos pueblos".

Todo esto no quiere decir que vamos a ver una ola de nuevos campamentos en Cisjordania y Gaza, pidiendo enviar representantes a la "asamblea de las acampadas", y una cohesión simple de la lucha del pueblo palestino en la lucha social. No, en absoluto. La segregación y la opresión militar usada contra los activistas políticos en los Territorios Ocupados está probablemente demasiado arraigada para permitir tal cosa, y ambas partes probablemente sospecharían los unos de los otros si se pusiese adelante esta iniciativa. Pero sí significa que las cosas están cambiando. Lo que significa es que nosotros, los palestinos y los judíos por igual, los socios en la lucha por la libertad, la paz, la democracia y la igualdad, por primera vez podemos soñar con tener un efecto duradero en la política convencional - y tratar de hacer realidad ese sueño.

*Activista israelí, periodista y político, centrándose principalmente en la lucha contra la ocupación. Actualmente está trabajando en Zman Tel Aviv , el suplemento local de Maariv periódico, y en el sitio web independiente hebreo MySay.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

DICHTER'S LAW

13 August 2011, Gush Shalom גוש שלום http://zope.gush-shalom.org (Israel)

Uri Avnery אורי אבנרי

“THE PEOPLE Demand Social Justice!” 250 thousand protesters chanted in unison in Tel Aviv last Saturday. But what they need – to quote an American artist - is “more unemployed politicians”.

Fortunately, the Knesset has gone on a prolonged vacation, three months. For as Mark Twain quipped: “No man’s life or property is safe while the legislature is in session.”

As if to prove this point, MK Avi Dichter submitted, on the very last day of the outgoing session, a bill so outrageous that it easily trumps all the many other racist laws lately adopted by this Knesset.

“DICHTER” IS A German name and means “poet”. But no poet he. He is the former chief of the secret police, the “General Security Service” (Shin-Bet or Shabak).

(“Dichter also means “more dense”, but let’s not dwell on that.)

He proudly announced that he had spent a year and a half smoothening and sharpening this particular project, turning it into a legislative masterpiece.

And a masterpiece it is. No colleague in yesterday’s Germany or present-day Iran could have produced a more illustrious piece. The other members of the Knesset seem to feel so, too – no less than 20 of the 28 members of the Kadima faction, as well as all the other dyed-in-the-wool racist members of this august body, have proudly put their name to this bill as co-authors.

The very name - “Basic Law: Israel as the Nation-State of the Jewish People” - shows that this Dichter is neither a poet nor much of an intellectual. Secret police chiefs seldom are.

“Nation” and “People” are two different concepts. It is generally accepted that a people is an ethnic entity, and a nation is a political community. They exist on two different levels. But never mind.

It is the content of the bill that counts.

WHAT DICHTER proposes is to put an end to the official definition of Israel as a “Jewish and Democratic State”.

He proposes instead to set clear priorities: Israel is first and foremost the nation-state of the Jewish people, and only as a far second a democratic state. Wherever democracy clashes with the Jewishness of the state, Jewishness wins, democracy loses.

This makes him, by the way, the first right-wing Zionist (apart from Meir Kahane) who openly admits that there is a basic contradiction between a “Jewish” state and a “democratic” state. Since 1948, this has been strenuously denied by all Zionist factions, their phalanx of intellectuals and the Supreme Court.

What the new definition means is that the State of Israel belongs to all the Jews in the world – including Senators in Washington, drug-dealers in Mexico, oligarchs in Moscow and casino-owners in Macao, but not to the Arab citizens of Israel, who have been here for at least 1300 years since the Muslims entered Jerusalem. Christian Arabs trace their ancestry back to the crucifixion 1980 years ago, Samaritans were here 2500 years ago and many villagers are probably the descendents of the Canaanites, who were already here some 5000 years ago.

All these will become, once this bill is law, second-class citizens, not only in practice, as now, but also in official doctrine. Whenever their rights clash with what the majority of the Jews considers necessary for the preservation of the interests of the “nation-state of the Jewish people” – which may include everything from land ownership to criminal legislation –their rights will be ignored.

THE BILL itself does not leave much room for speculation. It spells things out.

The Arabic language will lose its status as an “official language” – a status it enjoyed in the Ottoman Empire, under the British Mandate and in Israel until now. The only official language in the Nation-State etc will be Hebrew.

No less typical is the paragraph that says that whenever there is a hole in Israeli law (called “lacuna”’ or lagoon), Jewish law will apply.

“Jewish law” is the Talmud and the Halakha, the Jewish equivalent of the Muslim Sharia. It means in practice that legal norms adopted 1500 years ago and more will trump the legal norms evolved over recent centuries in Britain and other European countries. Similar clauses exist in the laws of countries like Pakistan and Egypt. The similarity between Jewish and Islamic law is not accidental - Arabic-speaking Jewish sages, like Moses Maimonides (“the Rambam”) and their contemporary Muslim legal experts influenced each other.

The Halakha and the Sharia have much in common. They ban pork, practice circumcision, keep women in servitude, condemn homosexuals and fornicators to death and deny equality for infidels. (In practice, both religions have modified many of the harsher penalties. In the Jewish religion, for example, “an eye for an eye” now means compensation. Otherwise, as Gandhi so aptly said, we would all be blind by now.)

After enacting this law, Israel will be much nearer to Iran than to the USA. The “Only Democracy in the Middle East” will cease to be a democracy, but be very close in its character to some of the worst regimes in this region. “At long last, Israel is integrating itself in the region,” as an Arab writer mocked - alluding to a slogan I coined 65 years ago: “Integration in the Semitic Region”.

MOST OF the Knesset members who signed this bill fervently believe in “the Whole of Eretz-Israel” – meaning the official annexation of the West Bank and the Gaza Strip.

They don’t mean the “One-State solution” that so many well-intentioned idealists dream about. In practice, the only One State that is feasible is one governed by Dichter’s law - the “Nation-State of the Jewish People” - with the Arabs relegated to the status of the Biblical “hewers of wood and drawers of water”.

Sure, the Arabs will be a majority in this state – but who cares? Since the Jewishness of the state will override democracy, their numbers will be irrelevant. Much as the number of blacks was in Apartheid South Africa.

LET’S HAVE a look at the party to which this poet of racism belongs: Kadima.

When I was in the army, I was always amused by the order: “the squad will retreat to the rear – forward march!”

This may sound absurd, but is really quite logical. The first part of the order relates to its direction, the second to its execution.

“Kadima” means “forward”, but Its direction is backward.

Dichter is a prominent leader of Kadima. Since his only claim to distinction is his former role as chief of the secret police, this must be why he was elected. But he has been joined in this racist project by more than 80% of the Kadima Knesset faction – the largest in the present parliament.

What does this say about Kadima?

Kadima has been a dismal failure in practically every respect. As an opposition faction in parliament it is a sad joke – indeed, I dare say that when I was a one-man faction in the Knesset, I generated more opposition activity than this 28-headed colossus. It has not formulated any meaningful stand on peace and the occupation, not to mention social justice.

Its leader, Tzipi Livni, has proved herself a total failure. Her only achievement has been her ability to keep her party together – no mean feat, though, considering that it consists of refugees (some would say traitors) from other parties, who hitched their cart to Ariel Sharon’s surging horses when he left the Likud. Most Kadima leaders left the Likud with him, and – like Livni herself – are deeply steeped in Likud ideology. Some others came from the Labor Party, arm in arm with that unsavory political prostitute, Shimon Peres.

This haphazard collection of frustrated politicians has tried several times to outflank Binyamin Netanyahu on the right. Its members have co-signed almost all the racist bills introduced in recent months, including the infamous “Boycott Law” (though when public opinion rebelled, they withdrew their signature, and some of them even voted against.)

How did this party get to be the largest in the Knesset, with one more seat than Likud? For left-wing voters, who were disgusted by Ehud Barak’s Labor Party and who dismissed the tiny Meretz, it seemed the only chance to stop Netanyahu and Lieberman. But that may change very soon.

LAST SATURDAY’s huge protest demonstration was the largest in Israel’s history (including the legendary “400,000 demo” after the Sabra-Shatilah massacre, whose real numbers were slightly lower). It may be the beginning of a new era.

It is impossible to describe the sheer energy emanating from this crowd, consisting mostly of 20-30-year-olds. History, like a gigantic eagle, could be felt beating its wings above. It was a jubilant mass, conscious of its immense power.

The protesters were eager to shun “politics” – reminding me of the words of Pericles, some 2500 years ago, that “just because you do not take an interest in politics doesn’t mean that politics won’t take an interest in you!”

The demonstration was, of course, highly political – directed against Netanyahu, the government and the entire social order. Marching in the dense crowd, I looked around for kippa-wearing protesters and could not spot a single one. The whole religious sector, the right-wing support group of the settlers and Dichter’s Law, was conspicuously absent, while the Oriental Jewish sector, the traditional base of Likud, was amply represented.

This mass protest is changing the agenda of Israel. I hope that it will result in due course in the emergence of a new party, which will change the face of the Knesset beyond recognition. Even a new war or another “security emergency” may not avert this.

That will surely be the end of Kadima, and few will mourn it. It would also mean bye-bye to Dichter, the Secret Police poet.

LA PAIX VERSION ISRAELIENNE

15 août 2011, Association France Palestine Solidarité (AFPS) http://www.france-palestine.org (France)

Mohammed Larbi

Nouvelles constructions dans Jérusalem occupée...

Israël vient de mettre un point final à cette subite envie de paix avec les Palestiniens. Il n’en est rien et d’ailleurs très peu, sinon absolument personne n’y croyait.Alors qu’il y a quelques jours à peine il proposait aux Palestiniens l’ouverture de négociations sur la base des frontières de juin 1967, il vient de relancer de manière massive la colonisation des territoires palestiniens, avec la décision de construire 1600 nouveaux logements dans le secteur oriental d’El Qods. Ce qui est en soi important. Mais, rapporté à l’échelle locale, puisque cela se passe dans un seul quartier, l’effet est considérable. Et ce n’est pas fini, puisqu’un projet de 2000 autres logements va être lancé. Plutôt rare pour El Qods, deux projets en si peu de temps.

Quant à l’explication – parce que les Israéliens en ont une, même si elle est irrecevable car il s’agit de colonisation de territoires palestiniens sous occupation israélienne, dénoncée par la communauté internationale – les Israéliens disent que cela n’a rien de politique. « C’est seulement économique. »

A-t-on besoin d’argument dans un tel cas de figure s’agissant du seul droit de la force ? Depuis quelques années, les Israéliens veulent justifier ce qui en aucun cas ne pourrait l’être. Ils ont su trouver des oreilles attentives – très peu il est vrai – et même une certaine complaisance quand ils ont voulu étendre les colonies existantes. On parlait alors d’« expansion naturelle », ce qui veut dire, selon les auteurs de ce nouveau concept tout aussi dangereux que le fameux espace vital de sinistre mémoire, pas de nouvelles colonies mais extension de celles qui existent. Ou encore de « compensations territoriales » lorsqu’Israël s’est retiré, en 2005, aux portes de Ghaza, pour en faire une immense prison à ciel ouvert. Un discours insensé s’agissant de territoires appartenant aux Palestiniens. Un point de droit que ces derniers entendent faire valoir.

Comme elle le fait régulièrement, l’Autorité palestinienne a aussitôt dénoncé ces prochaines constructions qui rendront impossible tout accord avec les Palestiniens.

Par la voix de son coordinateur spécial pour le processus de paix au Proche-Orient, Robert Serry, l’ONU a qualifié jeudi ce projet de « provocateur », susceptible de « miner les efforts en cours de la communauté internationale pour ramener les parties à la table des négociations ».

C’est le moins que puisse faire l’organisation internationale, elle qui multiplie les rapports sur les expropriations de Palestiniens et même leur expulsion de la terre de leurs ancêtres. Ils en ont été chassés et remplacés par plus de 300 000 Israéliens habitant dans les colonies de Cisjordanie toujours occupée, un nombre en augmentation constante. Environ 200 000 autres se sont installés dans une douzaine de quartiers de colonisation dans le secteur oriental d’El Qods, où vivent quelque 270 000 Palestiniens.

C’est là justement l’un des obstacles à tout processus de paix – qui a d’ailleurs conduit aux pourparlers palestino-israéliens – et aux efforts en question de la communauté internationale.

Il s’agit principalement du Quartette (Etats-Unis, Russie, Europe et ONU) qui n’a jamais pu appliquer ni ses recommandations (arrêt de la colonisation israélienne) ni son principal engagement qui est la création d’un Etat palestinien en 2005. Et il en est qui mettent encore sur un pied d’égalité Palestiniens et Israéliens, alors même qu’Israël ne cesse de s’opposer à tout effort de paix. Ou encore à s’arrêter aux simples regrets. Ce qui est insuffisant. C’est ainsi que se prépare le débat prévu à l’ONU le mois prochain. En toute logique, Israël a tout fait pour le rendre plus clair, à supposer, bien entendu, que cela n’a pas été le cas.

publié par el Watan le 13 août
http://www.elwatan.com/internationa...